domingo, 16 de julho de 2017

Sono e cigarro: uma relação prejudicial

 

O cigarro causa prejuízos não somente a sua saúde respiratória, mas também ao seu sono. Segundo estudos, quem fuma tem até três vezes mais chances de sofrer apneia obstrutiva do sono, o tipo mais comum do distúrbio, causado pelo colapso dos músculos na parte posterior da garganta durante o sono. Neste Dia Mundial de Luta Contra o Tabaco, fizemos um post para te alertar sobre os malefícios que o cigarro pode causar à sua saúde. Leia mais e fique atento!

Malefícios do cigarro para o sono

A nicotina, principal substância do cigarro, é a responsável por causar dependência química e atua no nosso corpo como estimulante. Por isso, fumar muito perto da hora de dormir pode acabar deixando a pessoa inquieta e dificultá-la a pegar no sono. Assim, quem fuma acaba dormindo mal e por um tempo menor que o ideal, e o corpo sofre com esses efeitos de diversas formas.
Enquanto dormimos, alguns hormônios fundamentais para o bom funcionamento do organismo são produzidos, como o do crescimento. Além disso, dormir mal pode causar estresse, falta de atenção, dores de cabeça, entre outros sintomas, até mesmo a depressão. Como o álcool, o ato de fumar ainda pode causar ronco, apneia e insônia crônica.
O tabagismo também pode provocar várias doenças pulmonares como insuficiência respiratória, enfisema pulmonar, além de câncer no pulmão. Essas doenças geram complicações na saúde respiratória e, nos estágios mais avançados, respirar se torna cada vez mais difícil, havendo necessidade de adaptar a oxigenoterapia por 24 horas.

Dia Mundial de Luta Contra o Tabaco

O Dia Mundial sem Tabaco foi instituído em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e é comemorado anualmente em 31 de maio. A data foi criada para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Seis milhões de pessoas morrem, por ano, por causa do cigarro. De todas elas, mais de 600 mil são fumantes passivos, aqueles que convivem com pessoas que fumam, mas não o fazem. Se essa epidemia global continuar, mais de oito milhões de mortes estão previstas a partir de 2030, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Saiba como a apneia do sono pode levar ao aumento de peso

 

Você está acima do peso, acorda muito cansado, faz dietas e exercícios, mas não vê muito resultado? Pode ser apneia do sono! Uma síndrome aparentemente inofensiva, mas que afeta vários aspectos da saúde e, sobretudo, o metabolismo.
A apneia do sono é um distúrbio que, geralmente, está relacionado às pessoas que estão acima do peso ou são obesas; isso é um fato que não se pode negar, uma vez que a apneia do sono pode causar a obesidade e vice-versa. É um ciclo que muitos especialistas inclusive investigam para saber a origem do apneia do sono.

Como a apneia causa o ganho de peso

A apneia do sono é caracterizada pela interrupção da respiração por, no mínimo, 10 segundos, que acontece inúmeras vezes durante o sono. Essas paradas respiratórias despertam o cérebro e reduzem o tempo de descanso que o corpo e a mente precisam para o dia seguinte, além da liberação de alguns hormônios primordiais para o bom funcionamento do metabolismo.
O sono é importante para a liberação da leptina, um hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade. Além da liberação de cortisol, o hormônio responsável pelo controle do nível de açúcar no sangue.
A apneia do sono também traz cansaço e fadiga extrema durante o dia, provocando a dificuldade de concentração devido à sonolência. O organismo responde com a ansiedade por consumo de alimentos ricos em açúcar, carboidratos e frituras, no intuito de reter mais energia.
O ganho de peso é uma consequência da privação do sono causada pela apneia; mesmo para quem mantém uma alimentação saudável e pratica exercícios físicos, a perda de peso pode se tornar uma tarefa difícil.

Como o ganho de peso causa a apneia do sono

Quando a pessoa engorda, acumula gordura em diferentes partes do corpo, mas principalmente em volta do pescoço e inclusive da traqueia, o que dificulta a passagem do ar, além de deixar a língua maior e os músculos da laringe mais flácidos, que durante o sono relaxam e obstruem as vias respiratórias, e levam ao ronco e aos quadros de apneia.

Atuação hormonal no ganho de peso

A restrição do sono causada pela apneia aumenta os níveis de grelina, o hormônio da fome, que é conhecido assim porque induz a vontade de comer. Além disso, enquanto você dorme, há a liberação da leptina, que impulsiona o metabolismo e é responsável pelo controle do apetite. Então, dormir pouco faz você consumir mais calorias e ser menos capaz de queimá-las, pois você se sente cansado e indisposto para fazer suas atividades e realizar exercícios físicos.
Os especialistas também afirmam que a gordura que se forma em volta do abdômen e do tórax diminui a expansão da caixa torácica, o que comprime e reduz a quantidade de oxigenação durante o sono.

Ronco e gravidez: entenda a relação

 

O ronco pode se tornar bastante comum durante a gravidez. Entre cada dez gestantes, três roncam no segundo trimestre; já no terceiro, esse número sobe para quatro. A causa mais provável do ronco durante este período é o estreitamento das vias nasais, devido ao aumento da circulação do hormônio estrogênio, que faz com que as vias nasais inchem, bloqueando parcialmente a passagem do ar. Saiba mais sobre as causas do ronco na gravidez nesse post.

Rinite gestacional pode ser a causa do ronco

Se você é gestante e seu nariz está entupido ou escorrendo, mas não possui nenhum sinal de resfriado, pode estar com rinite gestacional, uma condição que atinge até 30% das mulheres grávidas e tende a piorar no último trimestre. Este problema pode te deixar com o nariz entupido constantemente e causar o ronco. Isso ocorre porque os níveis de estrogênio aumentam durante a gravidez, o que contribui para que as mucosas nasais inchem e seu corpo produza mais muco.

Aumento de peso e retenção de líquido

O aumento do peso durante a gravidez também pode ser uma das causas do ronco, principalmente se você dormir com a barriga para cima. Quando você deita nessa posição, o excesso de peso da barriga pode acabar impedindo a expansão da caixa torácica e dificultando a respiração.
Outro fator que influencia no aparecimento do ronco durante a gravidez é a retenção de líquidos e o consequente inchaço. Principalmente se suas vias aéreas já forem estreitas por natureza ou se você tiver tecido em excesso no fundo da garganta, esses fatores que surgem durante a gestação podem ser efeitos agravantes.

Apneia do sono durante a gestação

O ronco durante a gravidez também pode ser resultante da apneia do sono. Se alguém te disser que tem ouvido barulhos de engasgo ou perceber que você está tendo paradas respiratórias durante o sono, procure um médico e investigue as causas do seu ronco para descobrir o melhor tratamento para esse distúrbio do sono.

sábado, 8 de julho de 2017

Apneia afeta saúde mental e pode causar depressão

 

Uma boa noite de sono vai além do descanso físico.  Quem sofre com a apneia do sono e não faz o tratamento está comprometendo o seu desenvolvimento intelectual durante o dia, a capacidade de concentração e, principalmente, a sua saúde mental e emocional.
Durante muitos anos os especialistas acreditavam que os transtornos emocionais estavam relacionados a problemas psiquiátricos, aparentemente sem nenhuma causa eminente.
Entretanto, um estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, com homens e mulheres entre 35 e 83 anos de idade, descobriu que as pessoas portadoras de apneia do sono estão até três vezes mais propensas a terem depressão.
A sensação de persistente tristeza, a perda de interesse e uma variação de humor diária se tornam quadros comuns no cotidiano de quem tem apneia do sono e não faz o tratamento com CPAP.

Como a apneia do sono provoca depressão

Os episódios de apneia do sono, caracterizados por várias interrupções da respiração enquanto a pessoa dorme, fazem com que a barreira hematoencefálica, uma estrutura que atua na proteção do cérebro, se torne frágil durante os eventos respiratórios da doença.
Essas lesões causadas pela apneia do sono afetam a oxigenação no cérebro, a memória, o raciocínio, os riscos cardiovasculares e inclusive o humor. As pessoas que sofrem do distúrbio não têm um sono reparador e com isso se sentem cansadas constantemente, não conseguem produzir o quanto gostariam nas atividades diárias, o que traz o sentimento de incapacidade.
Quem tem apneia do sono ainda tem uma baixa liberação de cortisol, o hormônio que controla o nível de açúcar no sangue e também reduz o estresse, além da serotonina, que assume o papel importantíssimo na recuperação da memória durante o sono, do apetite, do humor e inclusive do desempenho sexual.

Sintomas da depressão em quem tem apneia do sono

Há uma variedade de sintomas emocionais físicos e comportamentais que se apresentam e são característicos de quem sofre com apneia do sono. As alterações de humor mais frequentes são:  ansiedade, descontentamento, falta de prazer nas atividades e tristeza. E, em diferentes situações, pode apresentar facilmente inquietação e irritabilidade.
A depressão causada pela apneia do sono ainda pode afetar a cognição, causando falta de concentração e lentidão durante as atividades, devido ao cansaço e à fadiga.

Outros fatores da apneia que causam depressão

Na maioria dos casos de pessoas que sofrem com a apneia do sono, elas apresentam ronco alto e persistente, que incomoda e atrapalha quem dorme ao lado. Com isso, em um casamento, por exemplo, o parceiro pode acabar optando por dormir em quarto separado, o que traz o sentimento de culpa ao portador do distúrbio.
Em alguns casos, ainda, as noites de sono perdidas do parceiro por causa do ronco podem levar a discussões e desentendimentos que se somam, muitas vezes, à baixa produtividade no trabalho, ao cansaço e inclusive à baixa autoestima, o que colabora para o início da depressão.

Tratamentos e soluções

A melhor solução para quem sofre com a apneia do sono é procurar um médico especialista e fazer todos os exames necessários para buscar, o quanto antes, o tratamento mais indicado. O tratamento com CPAP elimina o ronco e a apneia, melhorando a qualidade do sono e consequentemente o humor, a produtividade e o vigor durante o dia.

Ronco e doenças respiratórias: descubra qual é a relação

 

A causa do ronco está relacionada com a obstrução das vias respiratórias, que fazem com que o ar respirado tenha uma movimentação intensa, através das vias aéreas, do palato mole e da úvula. Isso causa uma vibração que provoca o som característico do ronco. Essa obstrução pode ser causada por algumas doenças respiratórias, por isso elas podem estar relacionadas com o ronco.

Como os pólipos nasais influenciam no ronco

Os pólipos nasais são pequenas bolsas de tecido inflamado que crescem nas mucosas nasais e nos seios paranasais. Na maioria das vezes, eles passam despercebidos por quem os possui, mas podem favorecer a obstrução das vias aéreas e, assim, contribuir para o aparecimento do ronco.
Eles podem se formar em qualquer idade, porém são mais comuns em mulheres jovens e em adultos de meia idade. Alguns fatores podem influenciar na formação dos pólipos nasais como: asma, sinusite, rinite alérgica e infecções crônicas nos seios nasais.

Problemas nas amígdalas e adenoide

Amígdalas e adenoides muito grandes também dificultam a passagem do ar e influenciam no aparecimento do ronco. Com menos espaço para o ar passar, precisamos fazer mais esforço para respirar e o ressonar torna-se frequente. Estes problemas podem ser resolvidos facilmente com uma cirurgia simples que chega a durar apenas 30 minutos.
Quando inflamadas, além de piorarem o quadro de ronco, as amígdalas incham e atrapalham a passagem do ar e das secreções que deveriam fluir normalmente pelos seios da face. Essas secreções ficam presas e, muitas vezes, acabam provocando a sinusite. Além disso, o líquido que desce das amígdalas infectadas pode escorrer pela laringe e pela traqueia, parar nos pulmões e favorecer o surgimento de pneumonia.
Já as adenoides têm a função de ajudar organismo a se defender de micro-organismos que invadem as cavidades nasal e oral. No entanto, em pessoas com infecções respiratórias constantes, elas crescem e tornam-se hipertrofiadas, contribuindo para o aparecimento do ronco.

6 fatores que causam ronco e apneia


A apneia do sono é um distúrbio que pode ser ocasionado por inúmeros fatores, mas alguns favorecem o seu desenvolvimento. Algumas pessoas, mesmo percebendo o ronco e os sintomas, não procuram tratá-la e isso pode resultar em problemas cardíacos, por exemplo.
Confira a seguir alguns fatores que contribuem para o surgimento da apneia.

Idade

A apneia do sono é rara em crianças e vai ficando cada vez mais comum conforme envelhecemos. A partir dos 50 anos, ela se torna bastante prevalente devido ao relaxamento e à flacidez dos músculos.

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O relaxamento e flacidez nos músculos cooperam para a obstrução das vias respiratórias e, assim, para as paradas respiratórias durante o sono, caracterizada pela apneia.

Obesidade

O fator de risco mais importante é o excesso de peso. Apenas 10% dos homens com IMC normal têm apneia do sono, enquanto entre os homens com IMC maior que 30 kg/m² essa taxa é superior a 60%.
Isso acontece porque a formação de gordura em volta do pescoço contribui para a obstrução das passagens do ar na traqueia, aumentando a chance de ter apneia do sono.

Anormalidades anatômicas

Alterações nos ossos do crânio, principalmente uma mandíbula ou maxilar curtos, hipertrofias das amígdalas ou das adenoides, desvio de septo, pólipos nasais ou ter um pescoço pequeno e largo são fatores que favorecem o aparecimento da apneia obstrutiva do sono.
Tais anormalidades, quando associadas à obstrução das vias respiratórias nasais e da traqueia, também causam os eventos respiratórios, provocando o ronco nos quadros de apneia.

Congestão nasal

Indivíduos que apresentam a rinite frequente também estão sob maior risco de desenvolver a apneia, uma vez que a congestão nasal dificulta a respiração, fazendo com que o indivíduo precise abrir a boca durante o sono para conseguir respirar.

Cigarro e álcool

A apneia do sono é três vezes mais comum em fumantes do que em pessoas que não fazem uso do cigarro. Além disso, o consumo de álcool aumenta o relaxamento da musculatura da faringe durante o sono, favorecendo o aparecimento da obstrução das vias aéreas.

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Dormir de barriga para cima

A posição que mais favorece a obstrução das vias áreas é a chamada posição supina, que é a posição de barriga para cima. Desta forma, além do colapso da musculatura da faringe, há também grande risco de queda da língua em direção à garganta.

Como o ronco e a apneia podem impactar minha saúde?

 

Além de serem grandes incômodos na hora de dormir, o ronco e a apneia podem causar graves problemas à sua saúde, por isso não devem ser menosprezados e precisam de tratamento. Confira alguns impactos que o ronco e a apneia não tratados podem ter na sua saúde e cuide desses problemas!

Obesidade

A qualidade do seu sono está diretamente relacionada ao ganho de peso. Então, se você está dormindo mal e tendo a sua noite interrompido com o ronco e a apneia, há mais chances de você engordar. Isso porque enquanto você dorme, o corpo libera hormônios importantes que atuam na queima de gordura e na sensação de saciedade. Sem falar que dormir mal te deixa indisposto para realizar exercícios físicos.

Doenças cardíacas

Pessoas com dificuldade para dormir, como aquelas que apresentam ronco, têm mais chances de ter doenças cardíacas. Quem sofre de apneia, por exemplo, pode desenvolver arritmia, pois a respiração fica mais intensa e os batimentos cardíacos acelerados, à medida que as vias respiratórias são obstruídas.
Além disso, com as paradas respiratórias que ocorrem durante o sono, a pressão sanguínea arterial e a frequência cardíaca aumentam. Quando a apneia não é tratada, esses eventos se repetem levando ao aumento da fibra muscular da cavidade do coração. Assim, o órgão precisa se esforçar mais para conseguir bombear sangue. Esses fatores favorecem o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Diabetes

Os pacientes que sofrem de apneia e com o ronco também estão mais suscetíveis a desenvolver diabetes tipo 2. Isso porque, com uma noite mal dormida, os níveis de cortisol aumentam. Esse hormônio é responsável por controlar o nível de açúcar no sangue, dificultando a ação da insulina. Ele aumenta a glicemia e, consequentemente, o risco de diabetes.

AVC e IAM

A apneia do sono pode propiciar o desenvolvimento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em um estudo realizado na Universidade de Wisconsin, pesquisadores observaram o aumento do número de óbitos por complicações cardiovasculares em indivíduos que não tratavam o distúrbio.