Os tratamentos buscam: alívio de sintomas, redução da morbidade
(relação entre o número de pessoas sãs e o de doentes), redução da
mortalidade e melhora da qualidade de vida do paciente.
Os tratamentos são indicados de acordo com o diagnóstico realizado após
consulta médica, odontológica e exames complementares (polissonografia,
RX e video-nasofibrolaringoscopia quando necessário).
POLISSONOGRAFIA:
Exame detalhado para descobrir distúrbios do sono, realizado em laboratório especializado.
Detecta os seguintes distúrbios: ronco, apnéia, insônia, narcolepsia, bruxismo, parassonias e síndrome das pernas inquietas.
TRATAMENTO CLÍNICO:
Recomendações:
- Redução de peso
- Tratar doenças endócrinas, como hipotireodismo e acromegalia.
- Eliminar substâncias sedativas como álcool e calmantes.
- Evitar o decúbito dorsal (dormir de barriga para cima) na hora do sono.
- Usar corticóides nasais quando necessário (em caso de obstrução nasal).
- Adotar medidas anti-refluxo quando houver necessidade.
O tratamento farmacológico apresenta resultados controversos e ainda não há evidências clínicas sobre sua efetividade.
TERAPIA CPAP / APAP:
A maioria dos casos moderados a graves são tratados com pressão positiva
nas vias aéreas superiores (CPAP), pressão automática positiva nas vias
aéreas (APAP), ou pressão positiva em dois níveis.
Com o tratamento, as vias aéreas são abertas com ar ambiente
pressurizado, criado por um gerador de fluxo, o ar é fornecido por uma
máscara facial, nasal ou sistemas de almofadas nasais.
Os dispositivos permitem uma terapia confortável e podem ser adaptados para incluir oxigênio durante a sua utilização.
Terapia CPAP
Os dispositivos CPAS produzem ar com pressão fixa a noite toda, evitando a obstrução das vias aéreas.
Terapia APAP
Para pacientes sensíveis ao CPAP ou que necessitem de monitoramento adicional.
Estes dispositivos monitoram as vias aéreas superiores automaticamente com base nos eventos respiratórios.
TRATAMENTO CIRÚRGICO:
Reposicionamento dos maxilares: a
operação projeta o maxilar superior para frente e promove um avanço da
mandíbula e do queixo até os dentes inferiores se encaixarem nos de
cima.
É indicado para pacientes com a mandíbula mais retraída, abaixo dos 60 anos ou que não toleram as terapias tradicionais.
Uvupalatoplastia: esta cirurgia vem sendo cada vez
menos realizada por não apresentar resultados satisfatórios em uma
porcentagem significativa dos casos e por ser muito agressiva.
APARELHOS INTRAORAIS:
O aparelho intraoral deve ser usado para dormir, encaixando-o nos dentes
superiores e inferiores, sendo feito sob medida, o que o torna
confortável. Ele reposiciona a mandíbula, fazendo com que toda a
musculatura orofaríngea se reposicione também e assim desobstrua as vias
aéreas,
deixando o ar passar sem barulho (ronco) e sem apnéia (falta de ar).

O aparelho tem como vantagem a fácil adaptabilidade dos pacientes,
É um tratamento conservador, não agressivo e é reversível.
Com a ausência dos sintomas a vida do paciente ganha qualidade, além de
que o silêncio ao dormir é fundamental para sua vida social e familiar.
Indicações dos aparelhos intraorais:
- para o tratamento somente do ronco;
- para o tratamento do ronco e apnéias leves e moderadas;
- para o tratamento das apnéias graves quando não há aceitação e/ou
adaptação do paciente ao CPAP, desde que sob avaliação criteriosa.
Podemos comparar o uso do aparelho intraoral com um óculos, ou seja,
quando usado proporciona os resultados desejados; entretanto, se não
for utilizado, o ronco e a apnéia voltarão a ocorrer.
O uso regular do aparelho proporcionará um sono
reparador, possibilitando disposição para a prática de exercícios
físicos regulares, facilitando o emagrecimento (se o motivo do ronco e
apnéia for o excesso de peso). Isso proporcionará beneficios para o
sistema circulatório e combaterá a insônia, stress e ansiedade, gerando
ainda mais ânimo e disposição,
possibilitando uma melhora significativa na qualidade de vida.
É muito importante consultar um profissional que domine a técnica de
trabalhar com diferentes modelos de aparelhos intraorais, para poder
selecionar aos pacientes aquele mais indicado a cada caso. Esta é uma
área em franco desenvolvimento e um profissional experiente deve ser
consultado.
Indicamos o site
Dentista do sono para quem quiser encontrar um profissional próximo à sua cidade.
NOVIDADE NO TRATAMENTO:
Está sendo desenvolvida por pesquisadores da USP (Universidade de São
Paulo) uma injeção contra o ronco que está sendo testada em 50 pacientes
e os resultados e conclusões desta pesquisa devem ser concluídas
durante o ano de 2010.
A injeção teria o poder de diminuir o ronco, sendo aplicada no céu da
boca e a dor propiciada é similar à de aplicação de uma anestesia.
Entretanto, os pesquisadores alertam que a injeção só funciona para quem tem um ronco mais leve e não tem apneia.
Fonte das imagens: CPAP - Revista Resmed; Cirurgia ortognática: Revista Saúde - Apnéia do Sono