domingo, 22 de novembro de 2015

A apnéia pode causar aumento de pressão, arritmias e "derrames"

Para manter a pressão sanguínea normal e o coração sempre saudável é necessário que se tenha boas noites de sono. Há muito tempo já se sabe que o ronco e a apnéia do sono afetam a mente e causam déficit de memória, do humor, cansaço e falta de energia. Mas o que estudos mais recentes têm demonstrado é que estes distúrbios estão, nos dias atuais, entre os mais comuns “ladrões” do tempo de vida das pessoas, principalmente por afetarem diretamente o coração bem como os vasos sanguíneos.

Como a Apnéia do Sono pode causar hipertensão arterial e aterosclerose?

As frequentes apnéias do sono levam à queda da oxigenação sanguínea e fragmentação do sono. Por consequência, ocorre maior liberação de adrenalina e outros hormônios do estresse como o cortisol, além de maior produção de radicais livres e substâncias inflamatórias. A adrenalina produzida permanece na circulação mesmo durante o dia provocando o aumento da pressão sanguínea e possíveis arritmias cardíacas. Os radicais livres e substâncias inflamatórias causam uma maior deposição de gordura nas paredes dos vasos, que é chamada de aterosclerose, e é o grande fator responsável por infartos do miocárdio e AVC (“derrames” cerebrais).
Além disso, a redução da energia e disposição durante o dia devido às noites mal dormidas contribui com o sedentarismo e a obesidade, outros grandes vilões para o coração.
"O sono é um período de relativo repouso para o sistema cardiovascular. Em uma boa noite sono, deve haver uma queda da pressão e da freqüência cardíaca de, pelo menos, 10% em relação ao período de vigília (quando se está acordado). No caso de pacientes que sofrem com a apnéia do sono não há a diminuição da pressão arterial e isso faz com que o músculo cardíaco trabalhe enquanto deveria descansar. O mais preocupante é o risco de se manter uma pressão alta por muito tempo", explica o Dr. Sérgio do Carmo Jorge, cardiologista do Hospital Sírio Libanês.

Qual a relação entre a Apnéia do Sono e arritmias cardíacas?

A apnéia do sono aumenta também a frequencia de arritmias cardíacas. A arritmia mais comum nestes casos é a fibrilação atrial. Atualmente, é um consenso que as pessoas que apresentaram ou apresentam este tipo de arritmia devem ser investigadas quanto à possibilidade de sofrerem de apnéia do sono. O tratamento eficaz da apnéia pode ajudar no controle da arritmia e prevenir novas "recaídas" da arritmia mesmo após a sua reversão para o ritmo cardíaco normal, com ou sem uso de medicações.

A apnéia do sono pode causar AVC ou "derrames" cerebrais?

Em um estudo, realizado nos EUA, foi constatado também que a apnéia do sono aumenta em até três vezes os riscos de AVC. Um outro estudo revelou que a apnéia do sono estava presente em 80% dos casos de pacientes que tinham AVC dormindo, ou seja, que acordavam com os sintomas, enquanto que nos pacientes que tiveram AVC durante o dia e acordados, a prevalência de apnéia do sono encontrada foi de 20%.
A apnéia do sono é um distúrbio do sono, comum entre as pessoas que roncam, onde ocorre frequêntes paradas respiratórias de curto período durante o sono. Essas apneias ocorrem devido à obstrução da passagem do ar através da garganta pelo relaxamento dos músculos enquanto dormimos. Ocorre em até 16% da população acima dos 30 anos de idade e a grande maioria dos sofrem deste distúrbio desconhece a doença não sabe do seu diagnóstico.
O maior perigo da apnéia do sono para o coração é a forma silenciosa que tudo acontece. Os pacientes não apresentam sintomas e, na maioria dos casos, nem sabem que podem sofrer deste distúrbio. Assim, cuidar bem do sono é cuidar bem do coração.

Tratar a apnéia do sono ajuda a emagrecer? Entenda por que isso acontece.

A apnéia do sono engorda! Desde 11 de junho de 2009, um estudo publicado na revista Sleep demonstrou que há uma maior probabilidade de pessoas que sofrem de apnéia do sono terem um ganho adicional de peso ou maior dificuldade em perder peso quando comparados às pessoas que não sofrem de apnéia do sono. Ou seja, a apnéia do sono dificulta a perda de peso. Os resultados indicaram que pessoas com índice de apnéia e hipopnéia (IAH – taxa média de apnéias e hipopnéias por hora de sono) maior que 15 tiveram um aumento no índice de massa corporal (IMC) de 0,52 kg/m2 em comparação com aqueles com IAH entre 5 e 15, que tiveram um aumento de 0,22 kg/m2.
De acordo com o autor Mark Brown, MD, do Departamento de Psiquiatria da Universidade do Arizona-EUA, as pessoas que sofrem de apnéia grave são mais propensos à ganhar mais peso do que aqueles com OSA menos grave ao longo do tempo.

O estudo incluiu pelo menos 5 anos de acompanhamento de 3.001 homens e mulheres do Sleep Heart Health Study com uma idade média de 62 anos. Da amostra, 55% dos participantes eram do sexo feminino e 76%  eram da raça branca. O modelo final foi ajustado para idade, sexo, raça, IMC inicial e as mudanças no IAH ao longo de 5 anos.

Como a apnéia do sono pode causar aumento do peso?

A apnéia do sono causa vários fatores que contribuem para o aumento do peso:

  1. Menor “disposição” para atividades físicas. O sono de má qualidade devido à apnéia do sono pode levar a um estado de baixa energia, fadiga, sonolência e “preguiça” que desmotivam a realização de atividades físicas.

  2. Aumento dos hormônios do estresse (cortisol, adrenalina, etc) decorrente da fragmentação do sono causada pelas apnéias. O resultado é um favorecimento ao acúmulo de gorduras no organismo. Além disso, ocorre redução do hormônio do crescimento e menor crescimento dos músculos.

  3. Aumento da resistência à insulina. A insulina é o hormônio produzido pelo pâncreas que permite a passagem do carboidrato (glicose) para o interior dos tecidos onde ocorre a “queima“ e produção de energia para o corpo. Com a maior resistência à ação da insulina, o carboidrato não é queimado, permanece na circulação sanguínea (podendo levar ao diabetes), e o organismo “entende” como se houvesse excesso de carboidrato e passa a transformar este  em gordura que é levada, em seguida,  aos depósitos de gordura do corpo (barriga, nádegas, etc).

  4. Aumento da resistência à leptina. A leptina é um hormônio que regula a fome e o apetite. A maior resistência em sua ação leva a uma dificuldade em controlar o apetite, principalmente por coisas doces.

  5. Aumento dos níveis de grelina. Este hormônio aumenta o apetite.

  6. Ansiedade e depressão. A má qualidade do sono causada pelas apneias pode contribuir para a ansiedade e depressão e, assim, favorecer o ganho de peso.

domingo, 15 de novembro de 2015

O ronco pode afetar a qualidade de sono do parceiro e causar divórcios

O tormento dos roncos altos vivido pelo casal é mais comum que se pensa e pode afetar a saúde não só da pessoa que sofre do distúrbio. Uma pesquisa da British Lung Foundation revelou que uma em cada três pessoas perde o equivalente a 23 dias de sono por ano, por conta do ronco barulhento do companheiro ou companheira. O problema atrapalha as noites de 39% dos adultos ouvidos pelo estudo.
Durante a pesquisa foram analisados casais na faixa entre 20 e 50 anos e, em alguns deles, descobriu-se que quem ronca é a mulher. Na maioria dos pares, porém, o problema é apresentado exclusivamente pelo homem. Para evitar conflitos, certas parceiras até se mudam para outro quarto a fim de conseguir descansar. Não raro, o distúrbio imprime um efeito devastador sobre as relações e pode levar maridos e esposas ao divórcio.
Apesar disso, convencer quem ronca a procurar um médico em busca de tratamento, não é tarefa fácil. É comum o roncador não dar ouvidos as reclamações do cônjuge, mas o problema pode deixar a relação estremecia e acarretar até no divorcio.

Mudar de quarto resolve o problema?

Dormir em quartos separados pode resolver o problema durante algumas noites, mas pode ser o primeiro passo para o fim de um casamento. Sem perceber, o casal reduz a intimidade e a atividade sexual que antes acontecia mais casualmente, dividindo uma mesma cama. Geralmente, a esposa se sente culpada e o marido pode ter sua autoestima abalada. Pode começar a surgir questionamentos sobre a intensidade do amor e insegurança mútua.
Por outro lado, as esposas que tentam, insistentemente, conseguir dormir com o marido na mesma cama podem sofrer as consequencias das noites de sono mal dormidas como o estresse, ansiedade e até depressão, que podem ser devastadoras para o relacionamento.
“Recebo diariamente casais à beira do divórcio. Na maioria das vezes, as esposas são as vítimas do ronco. O marido roncador, apesar de poder estar sofrendo de apnéia do sono, geralmente diz que dorme bem a noite inteira e que não ronca tanto", explica o Dr. Marcelo Andrade, especialista em medicina do sono pela Associação Brasileira do Sono.
Atualmente, existem várias opções de tratamento para o ronco e, após uma boa avaliação médica, o ronco pode ser solucionado em praticamente 100% dos casos com a escolha do tratamento ideal. "É uma pena ser ainda tão comum que as pessoas busquem ajuda médica apenas após o divórcio, quando já estão preocupados em preservar os futuros relacionamentos que virão", afirma Andrade.

CPAP - 10 Perguntas e Respostas - Ronco e Apnéia do Sono

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Atenção: O uso do CPAP possui indicações e contra-indicações específicas, que devem ser individualmente avaliadas por um médico especialista. O seu uso inadvertido pode envolver sérios riscos à saúde.

1. O que é o CPAP?

CPAP é uma sigla que vem do inglês Continuous Positive Airway Pressure, ou seja, pressão positiva contínua em vias aéreas.  Atualmente é considerado o tratamento mais eficaz e mais utilizado para o tratamento da apnéia obstrutiva do sono.
O CPAP consiste em um pequeno aparelho compressor de ar muito silencioso de alta tecnologia que se conecta, através de um circuito flexível, a uma máscara ajustada ao nariz ou nariz e boca do paciente. Este aparelho previne a obstrução da garganta durante o sono e reestabelece o sono normal ao indivíduo.

2. O CPAP também corrige o ronco?

Sim. O CPAP gera uma espécie de “colchão” de ar na garganta que impede que as estruturas daquela região se aproximem umas das outras, impedindo o seu estreitamento ou obstrução. Dessa forma, o CPAP impede o ronco desde o primeiro momento de uso, mesmo nos casos mais graves ou durante o sono profundo, desde que seja bem calibrado por médico ou equipe especializada.

3. Como é feita a calibragem do CPAP?

A escolha da pressão ideal do CPAP é geralmente realizada através de uma polissonografia com titulação de CPAP, ou seja, um exame em que o paciente dorme com o CPAP e é observado qual a pressão ideal, ou seja, a menor pressão de CPAP suficiente para acabar com o ronco e as apnéias. Atualmente existem CPAPs automáticos, ou seja, que conseguem "perceber" os roncos ou apnéias e aumentam ou diminuem a pressão automaticamente até a correção do problema. O CPAP automático pode substituir o exame de titulação em casos selecionados. Mas atenção: em muitos casos o CPAP automático não é suficiente para substituir a polissonografia de titulação. O médico especialista indicará a melhor forma de calibrar o aparelho para cada caso.

4. O CPAP faz barulho?

Não. Os aparelhos CPAP modernos são extremamente silenciosos. Caso ocorra algum barulho é sinal de que está ocorrendo vazamento ou algo está errado. Procure o seu médico ou equipe especializada nesta situação.

5. O CPAP utiliza oxigênio?

Não. O CPAP utiliza o ar ambiente, ou seja, o mesmo ar que respiramos, pois sua única finalidade é manter a garganta aberta para permitir a adequada passagem do ar durante o sono. Agindo assim, não haverá mais quedas da oxigenação porque não haverá mais dificuldades respiratórias enquanto se dorme. Em alguns poucos casos de portadores de outras doenças respiratórias pode ser acrescentado oxigênio ao uso do CPAP.

6. O CPAP utiliza bateria?

Normalmente não possuem bateria pois não é necessária na grande maioria dos casos. São ligados diretamente na energia elétrica e se houver queda do fornecimento de energia durante a madrugada, não há riscos para o paciente: ele irá respirar como habitualmente fazia antes, só que agora através do aparelho desligado. Alguns poucos modelos de CPAP com preços mais elevados podem oferecer baterias.

7. Quais os efeitos indesejáveis do CPAP?

Os efeitos indesejáveis do CPAP são raros e, na maioria das vezes, são decorrentes da má calibragem ou utilização do equipamento, da escolha de uma máscara inadequada para o tipo do paciente e grau da doença, da falta de orientação ao paciente sobre o uso do aparelho, etc. “É muito frequente observarmos pacientes que não sabem colocar a máscara de forma adequada, que não sabem corrigir os vazamentos que podem surgir eventualmente, ou estão usando o aparelho inadequado para o seu tipo de doença”, explica o Dr. Marcelo Andrade, pneumologista e especialista em medicina do sono pela USP e Associação Brasileira do Sono.
Nestes casos, os pacientes podem relatar ressecamento e obstrução nasal, desconforto, problemas oculares, fobia pela máscara e distensão abdominal por aerofagia (se o paciente deglute o ar). Estudos mostram que uma boa orientação e acompanhamento do médico e equipe especializada em distúrbios respiratórios do sono são os principais determinantes do sucesso na adaptação do paciente ao CPAP. Em alguns casos, quando o uso do CPAP se faz muito necessário, pesquisas mostram algum benefício no uso de doses baixas de um tranquilizante que não cause dependência, e que seja prescrito por um médico especialista, até que ocorra uma familiarização e adaptação ao uso do aparelho, sendo retirada a medicação após alguns dias de uso.

8. O CPAP vicia?

O CPAP pode trazer um sono de melhor qualidade, mais restaurador, com menor número de despertares e maior duração. Por este motivo, alguns pacientes não querem mais dispensar o uso do CPAP, assim como ninguém quer dispensar uma boa cama ou travesseiro. Entretanto, o paciente que interrompe o uso do CPAP não apresentará nenhum tipo de sintoma de abstinência, nem dormirá de uma forma pior do que o fazia antes de usar o CPAP. Ou seja, podemos afirmar que o CPAP NÃO causa dependência ou vicia.

9. Terei que usar o CPAP por toda a vida?

A medicina do sono é uma das áreas da medicina que teve maior evolução nos últimos anos. Se o seu médico lhe indicou o uso do CPAP não pense que será por toda a vida, porque provavelmente não será mesmo. Ou pelo menos, não serão os CPAPs da forma que existem hoje. A cada dia, as máscaras de CPAP estão mais confortáveis e os aparelhos cada vez menores e com recursos de alta tecnologia que tornam mais fácil a adaptação ao seu uso.
A ansiedade provocada pelo pensamento de “ter que” usar um CPAP por toda a vida pode levar ou convencer alguns pacientes a buscarem tratamentos definitivos ou alternativos nem sempre bem indicados e que podem, além de não resolver o problema, trazer prejuízos irreparáveis.
Após uma correta indicação médica para o uso do CPAP o paciente pode encarar o tratamento de 2 formas: a) uma OBRIGAÇÂO ou  b) uma OPORTUNIDADE de tratamento que ele não teria se sofresse deste distúrbio há 30 anos atrás. Por isso, é importante que o médico seja capaz de avaliar, julgar e explicar ao paciente qual é a real necessidade do uso do CPAP e qual impacto teria o tratamento de sua doença ao seu organismo. Ninguém consegue usar o CPAP sem saber exatamente por qual motivo deve usar o CPAP.

10. Qualquer pessoa pode usar o CPAP?

Não. O CPAP é um tratamento sério e o seu uso envolve riscos à saúde, possuindo algumas contra-indicações absolutas. Antes de iniciar o uso do CPAP todo paciente deverá ser avaliado por um médico especialista que irá fazer uma entrevista, exame físico e poderá solicitar alguns exames em busca de possíveis contra-indicações ao seu uso. Algumas complicações podem surgir pelo uso não supervisionado do CPAP, inclusive com risco à vida do paciente como o pneumotórax e pneumoencéfalo. Essas complicações não ocorrem necessariamente no primeiro dia de uso, mas podem ocorrer mesmo após um período longo de uso naqueles pacientes com alterações predisponentes.

Conheça oito maneiras de parar de roncar

Entenda por que emagrecer ou evitar álcool antes de dormir melhora o problema

 Se você ronca, certamente não foi o primeiro a saber. Mas, ao contrário do que se imagina, o som decorrente da vibração dos tecidos da região da faringe não torna vítimas apenas aqueles obrigados a acostumar com o barulho. "O problema pode ser sintoma de diversos problemas de saúde e ainda causa constrangimento, principalmente, quando se dorme fora de casa", aponta o otorrinolaringologista Fábio Lorenzetti, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORLCCF). Conheça hábitos e condições que favorecem o ronco:

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Perca peso

Embora a parte do corpo que mais evidencie o excesso de peso seja o abdômen, a deposição de gordura também ocorre na região do pescoço. "Isso prejudica a passagem de ar, devido ao estreitamento da faringe", afirma a otorrinolaringologista Fernanda Martinho, da Unifesp e da diretoria da Associação Brasileira do Sono. Por isso, qualquer tratamento do ronco é mais eficiente se for acompanhado de perda de peso. Isso não quer dizer, é claro, que pessoas no peso ideal não ronquem, mas a probabilidade é bem menor.

Homem roncando - Foto Getty Images

 Descubra se tem apneia do sono

O ronco é o principal sintoma da apneia do sono. "Essa doença se caracteriza pela redução da oxigenação do sangue, isso acontece devido a interrupções da respiração causadas pelo estreitamento das vias aéreas", afirma o otorrinolaringologista Fábio. Neste caso, o ronco precisa de tratamento, uma vez que essas oscilações de oxigênio aumentam o risco de complicações cardiovasculares e podem levar a um infarto. Para identificar se você sofre do problema, recomenda-se fazer um exame de polissonografia em que o sono é monitorado e as atividades fisiológicas avaliadas por um especialista.

Mulher tomando cerveja - Foto Getty Images 

"O álcool, assim como alguns tranquilizantes e medicamentos para dormir, relaxa a musculatura do corpo", afirma a especialista Fernanda. De dia, isso não costuma ser problema. De noite, entretanto, o resultado é um afrouxamento exagerado dos músculos, uma vez que eles já ficam naturalmente mais relaxados quando dormimos. Por isso, mesmo quem não ronca habitualmente, pode ter o problema nos dias em que consome bebidas alcoólicas.

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Trate as alergias respiratórias

Pessoas que sofrem de alergias respiratórias, como a rinite alérgica, estão frequentemente com o nariz entupido, o que pode contribuir com o ronco. "O barulho pode ser decorrente do esforço feito para respirar ou da alternativa encontrada para a congestão nasal: respirar pela boca", diz o especialista Fábio. Neste caso, a solução é tratar a alergia.

 Homem dormindo de barriga para cima - Foto Getty Images

Evite dormir de barriga para cima

"A pior posição para quem ronca é dormir de barriga para cima", afirma a otorrinolaringologista Fernanda. Segundo ela, pela ação da gravidade e pela retração da língua para trás, há um estreitamento da passagem de ar, o que aumenta a vibração dos tecidos da faringe. Ela recomenda dormir de lado ou de bruços para evitar a obstrução.

 Criança com aparelho - Foto Getty Images

Alinhe os dentes

"Problemas na arcada dentária ou no alinhamento dos dentes podem favorecer o ronco", afirma o cirurgião-dentista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO). Segundo ele, os dentes em posição incorreta também podem ser decorrentes da própria respiração bucal. A solução, neste caso depende não só do dentista, mas também do otorrinolaringologista, que irá tratar a raiz do problema.

 Homem segurando o nariz - Foto Getty Images

Identifique problemas anatômicos

A obstrução da respiração pode ser decorrente de um problema anatômico, como o desvio de septo nasal. "Neste caso, apenas a intervenção cirúrgica é capaz de acabar com o ronco", afirma o otorrinolaringologista Fábio. Outros problemas estruturais comuns que causam o ronco são amígdalas e adenoide aumentadas.


Homem com dilatador nasal - Foto Getty Images

 

Use dilatador nasal

Os especialistas não recomendam o uso do dilatador nasal para evitar o ronco. Segundo eles, o método funciona para um público muito restrito e apenas como paliativo, e não tratamento. "Pessoas com a válvula nasal flácida, por exemplo, podem obter algum benefício, mas a maior parte dos casos de ronco não são decorrentes desse problema", afirma o otorrinolaringologista Fábio.

Tratamentos disponíveis

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Os tratamentos buscam: alívio de sintomas, redução da morbidade (relação entre o número de pessoas sãs e o de doentes), redução da mortalidade e melhora da qualidade de vida do paciente.

Os tratamentos são indicados de acordo com o diagnóstico realizado após consulta médica, odontológica e exames complementares (polissonografia, RX e video-nasofibrolaringoscopia quando necessário).     

POLISSONOGRAFIA:

Exame detalhado para descobrir distúrbios do sono, realizado em laboratório especializado.
Detecta os seguintes distúrbios: ronco, apnéia, insônia, narcolepsia, bruxismo, parassonias e síndrome das pernas inquietas.

TRATAMENTO CLÍNICO: 

Recomendações:

- Redução de peso
- Tratar doenças endócrinas, como hipotireodismo e acromegalia.
- Eliminar substâncias sedativas como álcool e calmantes.
- Evitar o decúbito dorsal (dormir de barriga para cima) na hora do sono.
- Usar corticóides nasais quando necessário (em caso de obstrução nasal).
- Adotar medidas anti-refluxo quando houver necessidade.

O tratamento farmacológico apresenta resultados controversos e ainda não há evidências clínicas sobre sua efetividade.

TERAPIA CPAP / APAP:

A maioria dos casos moderados a graves são tratados com pressão positiva nas vias aéreas superiores (CPAP), pressão automática positiva nas vias aéreas (APAP), ou pressão positiva em dois níveis.
Com o tratamento, as vias aéreas são abertas com ar ambiente pressurizado, criado por um gerador de fluxo, o ar é fornecido por uma máscara facial, nasal ou sistemas de almofadas nasais.

Os dispositivos permitem uma terapia confortável e podem ser adaptados para incluir oxigênio durante a sua utilização.

CPAPTerapia CPAP
Os dispositivos CPAS produzem ar com pressão fixa a noite toda, evitando a obstrução das vias aéreas.

Terapia APAP
Para pacientes sensíveis ao CPAP ou que necessitem de monitoramento adicional.
Estes dispositivos monitoram as vias aéreas superiores automaticamente com base nos eventos respiratórios.

TRATAMENTO CIRÚRGICO:

Reposicionamento dos maxilares
: a operação projeta o maxilar superior para frente e promove um avanço da mandíbula e do queixo até os dentes inferiores se encaixarem nos de cima.
É indicado para pacientes com a mandíbula mais retraída, abaixo dos 60 anos ou que não toleram as terapias tradicionais.

Uvupalatoplastia: esta cirurgia vem sendo cada vez menos realizada por não apresentar resultados satisfatórios em uma porcentagem significativa dos casos e por ser muito agressiva.

APARELHOS INTRAORAIS:

O aparelho intraoral deve ser usado para dormir, encaixando-o nos dentes superiores e inferiores, sendo  feito sob medida, o que o torna confortável. Ele reposiciona a mandíbula, fazendo com que toda a musculatura orofaríngea se reposicione também e assim desobstrua as vias aéreas, deixando o ar passar sem barulho (ronco) e sem apnéia (falta de ar).

O aparelho tem como vantagem a fácil adaptabilidade dos pacientes, É um tratamento conservador, não agressivo e é reversível. Com a ausência dos sintomas a vida do paciente ganha qualidade, além de que o silêncio ao dormir é fundamental para sua vida social e familiar.

Indicações dos aparelhos intraorais:

- para o tratamento somente do ronco;
- para o tratamento do ronco e apnéias leves e moderadas;
- para o tratamento das apnéias graves quando não há aceitação e/ou adaptação do paciente ao CPAP, desde que sob avaliação criteriosa.

Podemos comparar o uso do aparelho intraoral com um óculos, ou seja, quando usado proporciona os resultados desejados; entretanto, se não for utilizado, o ronco e a apnéia voltarão a ocorrer.

O  uso regular do aparelho proporcionará um sono reparador, possibilitando disposição para a prática de exercícios físicos regulares, facilitando o emagrecimento (se o motivo do ronco e apnéia for o excesso de peso). Isso proporcionará beneficios para o sistema circulatório e combaterá a insônia, stress e ansiedade, gerando ainda mais ânimo e disposição, possibilitando uma melhora significativa na qualidade de vida. 

É muito importante consultar um profissional que domine a técnica de trabalhar com diferentes modelos de aparelhos intraorais, para poder selecionar aos pacientes aquele mais indicado a cada caso. Esta é uma área em franco desenvolvimento e um profissional experiente deve ser consultado.

Indicamos o site Dentista do sono para quem quiser encontrar um profissional próximo à sua cidade.

NOVIDADE NO TRATAMENTO:

Está sendo desenvolvida por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) uma injeção contra o ronco que está sendo testada em 50 pacientes e os resultados e conclusões desta pesquisa devem ser concluídas durante o ano de 2010.

A injeção teria o poder de diminuir o ronco, sendo aplicada no céu da boca e a dor propiciada é similar à de aplicação de uma anestesia.

Entretanto, os pesquisadores alertam que a injeção só funciona para quem tem um ronco mais leve e não tem apneia.

Fonte das imagens: CPAP - Revista Resmed; Cirurgia ortognática: Revista Saúde - Apnéia do Sono

domingo, 8 de novembro de 2015

Risco de infarto durante o sexo é praticamente nulo -- mesmo para cardíacos

Explicação: a atividade sexual é um exercício de baixíssima intensidade. A conclusão é de um estudo brasileiro publicado no periódico científico Canadian Journal of Cardiology

 Sexo: sem anonimato, pesquisas não conseguem obter respostas sinceras 

A atividade sexual é um exercício de baixíssima intensidade, por isso, o risco de sofrer um infarto fulminante durante a ocasião é um caso muito raro, mesmo para pessoas com problemas cardíacos(Thinkstock/VEJA)


O risco de sofrer um infarto durante o ato sexual é praticamente inexistente. É o que diz um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), publicado recentemente no periódico científico Canadian Journal of Cardiology.
Os autores revisaram 130 estudos sobre sexualidade, em especial o risco de morte súbita durante a atividade sexual e concluíram que sofrer um infarto durante o sexo é muito raro, mesmo para pessoas com problemas cardíacos. Explicação: a atividade sexual se configura como um exercício de baixíssima intensidade, ao contrário do que muitos pensam.
"O gasto energético do sexo é baixíssimo. Em qualquer relação sexual, a etapa mais intensa não dura muito mais do que cinco minutos. Em geral, menos. E o orgasmo, que é o clímax, leva em média de dez a 30 segundos. Isso é muito pouco tempo para matar alguém", afirmou Claudio Gil Araújo, professor visitante sênior do Instituto do Coração da UFRJ e um dos autores do estudo, ao jornal O Globo.

De acordo com os autores, a pesquisa foi feita para embasar as orientações médicas destinadas a pacientes cardíacos. "Muitos cardiopatas são erroneamente orientados a não fazer sexo. Na verdade, apenas pacientes de altíssimo risco cardíaco deveriam se preocupar, mas, mesmo assim, apenas por algum tempo" disse Araújo. Os pesquisadores recomendam que sempre se procure um médico frente a qualquer dúvida. Em especial, os portadores de pontes de safena e stents.

Outros mitos - Na revisão, os pesquisadores também esclareceram outros mitos em relação à atividade sexual. Eles afirmam que, embora um indivíduo bem condicionado fisicamente faça sexo melhor no que diz respeito à resistência, força e flexibilidade, não se conquista um condicionamento físico melhor simplesmente por fazer sexo todos os dias.
Além disso, de acordo com os autores, dizer que a atividade sexual equivale a subir três lances de escada também não é verdade. "Uma relação sexual, no que diz respeito a gasto de energia, está mais para uma caminhada. E isso não tem muito a ver com a criatividade das posições adotadas", afirmou Araújo, ao jornal 

O Globo.