domingo, 26 de julho de 2015

Sono tranquilo, saúde em dia: entenda a importância de dormir bem

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Prezado leitor, nesta época de tempo seco, dormir uma noite toda é quase impossível para quem possui problemas respiratórios. Quem tem insônia ou crise de ansiedade à noite, também sofre com o sono prejudicado (independentemente do tempo seco). O fato é que toda noite mal-dormida se transforma num dia incrivelmente sem fim, já reparou? E o mais problemático é que, quando a falta de sono se torna frequente, nosso organismo sofre em diversos níveis, já que dormir bem à noite é uma questão fisiológica, como comer ou tomar banho. Vamos entender melhor desse assunto?

Por que é tão fundamental uma noite bem dormida?
Porque é nesse momento que nosso organismo vai se recuperar pra mais um dia intenso, cheio de correria, preocupações e trabalho. Quando dormimos, nosso corpo não apaga, ele continua trabalhando pra equilibrar a pressão, produzir hormônios (como o do crescimento e o da saciedade), estimula o metabolismo (se você vive de dieta, precisa ainda mais de uma noite relaxante), ajuda na manutenção do seu humor (é comum pessoas com depressão também terem dificuldade pra dormir), melhora sua memória, facilita o aprendizado e deixa a pele mais bonita (porque ajuda a acabar com os radicais livres que favorecem o envelhecimento).

A boa noite de sono ajuda a evitar vários problemas a longo prazo, como hipertensão, diabetes, cardiopatias, obesidade, mudanças bruscas de humor, envelhecimento precoce, etc.

Quanto tempo de sono é necessário?
Essa questão é muito particular. Enquanto alguns adultos precisam de oito ou até mais horas de sono, outros se sentem dispostos e prontos pra começar bem o dia após cinco ou seis horas. O importante é que, após acordar, você se sinta de fato descansado e pronto pra mais um dia.

Já as crianças costumam dormir até mais que dez horas em uma noite, visto que estão em fase de crescimento, ou seja, não precisa estranhar se seu filho dorme bem mais que você, ok?


Qual é a hora de ir pra cama?
O ideal é dormir antes da meia-noite porque alguns hormônios são fabricados nesse período (o da saciedade, por exemplo). Aí se você vai pra cama muito mais tarde do que isso, o corpo não é capaz de produzir todos os hormônios necessários. Por isso é comum acordar morrendo de fome após uma noite turbulenta.
Ter um horário certo pra dormir é uma rotina que só faz bem à sua saúde, assim, o corpo descansa mais. Se você ainda não tem, comece a pensar sobre isso. Aos poucos, vá criando o hábito de dormir sempre em horários parecidos, ok? Você só tem a ganhar!
E não se engane: é necessário dormir bem todo santo dia porque não tem como você compensar na noite seguinte, o sono também não possui efeito cumulativo, ou seja, não adianta dormir um monte no fim de semana pra compensar a semana corrida.


Ajude-se a dormir bem
É possível reeducar seu organismo pra dormir bem à noite, veja só:

•Estabeleça um horário pra ir pra cama, mesmo que não sinta sono, fique lendo ou ouvindo uma música mais suave até o sono chegar.
•Não coma nada pesado à noite. Evite até carboidratos após as 20h, prefira frutas, saladas e carnes magras. Mais perto do horário de dormir, tome um chá de camomila ou erva-cidreira, que são relaxantes.
•Café, chocolate, chá preto ou verde devem ser evitados à noite, pois eles deixam você mais acordado, ok?
•Pratique um esporte durante o dia ou até o fim da tarde. Exercícios físicos cansam seu corpo, o que facilita o sono à noite. Só não é legal malhar à noite porque o organismo vai liberar endorfina, fazendo com que o sono tarde a chegar.
•Não durma longos períodos durante o dia, pois eles quebram sua rotina à noite. No máximo um cochilo de trinta minutos após o almoço.
•Evite ficar no computador à noite, ele estimula seu cérebro e faz com que o sono custe a chegar.
•Deixe os problemas do trabalho no trabalho e esforce-se pra não se preocupar com nada do dia seguinte à noite, mesmo porque fica complicado resolver problemas nesse período. Essa ansiedade só irá atrapalhar você.
 
 Se mesmo fazendo tudo isso, você ainda não consegue ter uma noite de sono plena, consulte um médico. Não é nada normal passar à noite em claro e você já viu: as consequências da falta de sono são bem perigosas!

Especialistas alertam que as crises de alergia e as internações aumentam nesta época do ano.

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Com a chegada do outono/inverno, muitas pessoas, especialmente crianças e idosos, são acometidas pelas alergias sazonais de inverno. Tosse, coriza, coceira nos olhos e garganta e até mesmo na pele, são sintomas das crises alérgicas. Pouca gente sabe, mas as principais doenças que surgem com as baixas temperaturas são as respiratórias, que atingem de 20 a 25% da população.

As doenças de inverno mais comuns são: asma, rinite, sinusite, gripe, resfriado e bronquite, além das infecções respiratórias virais. Os agentes causadores são, o mofo e a poeira, sendo assim, a melhor maneira de prevenir é ficar longe desses alérgenos.

Os principais vilões do frio são os ambientes fechados e roupas guardadas há muito tempo, que facilitam a proliferação de ácaros e fungos. Dentre os problemas alérgicos de inverno destacam-se a asma e a rinite. De acordo com a ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, a asma atinge 10% da população brasileira e é responsável por 400 mil internações hospitalares por ano e 2 mil óbitos. Sem contar com os vários transtornos causados no dia-a-dia como faltas ao trabalho e à escola. No caso da rinite alérgica existe uma relação muito estreita com a asma, sendo considerada um importante fator de risco. Aponta-se que 78% dos pacientes com asma têm, também, rinite alérgica e as duas doenças podem ser desencadeadas pelos mesmos alérgenos, que podem ser polens, mofos, pêlos de animais, os ácaros da poeira de casa e a barata.

Os especialistas da ASBAI recomendam que a melhor maneira de se ver livre dessas doenças e passar o inverno tranqüilo é a prevenção. “As principais recomendações que damos aos nossos pacientes são: manter os ambientes de casa e do trabalho limpos; trocar os lençóis de cama uma vez por semana; lavar as roupas de inverno, tanto de cama quanto de vestir, que ficaram guardadas durante o verão antes de usar; mesmo nos dias frios, deixar as janelas abertas para ventilar o ambiente e deixar o sol entrar; evitar sair de ambientes quentes e ir para lugares muito frio; evitar fumaça de cigarro e odores fortes como perfumes de limpeza da casa; manter uma alimentação saudável, rica em verduras, frutas e legumes, e tomar muita água”, explica Dr. Nélson Rosário, presidente da ASBAI.

domingo, 12 de julho de 2015

Cuidados no inverno são cruciais para a saúde

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As estações do ano, hoje em dia, ocorrem de forma atípica. Elas estão se alterando por conta, provavelmente, do efeito estufa e de correntes marítimas como "El Niño" e "La Niña". O inverno típico, no entanto, é caracterizado por aumento e diminuição de algumas doenças. Assim, aquelas doenças típicas do verão, como as diarréias infecciosas, resultado da contaminação de alimentos por microorganismos, que têm seu crescimento facilitado pelo calor, são pouco comuns. Entretanto, o frio produz uma série de mudanças no comportamento das pessoas, que facilita a transmissão de outras doenças.

A transmissão de doenças respiratórias aumenta em função de alguns fatores. Em primeiro lugar, para evitar o frio, as pessoas costumam ficar em lugares pouco ventilados. O resultado disso é que a possibilidade de transmissão de doenças respiratórias aumenta muito, pois a falta de ventilação concentra os microorganismos, presentes e invisíveis no ar. Exemplos de doenças que têm a transmissão aumentada estão os resfriados (causados por centenas de vírus diferentes), a gripe e as infecções como as pneumonias e as meningites.

A doença meningocócica provocada pelo mesmo agente infeccioso que a meningite é uma variação muito grave e mata quase que a totalidade das pessoas que a adquire. Felizmente é relativamente rara.

O inverno provoca outras mudanças nas vidas das pessoas: a poluição é uma delas. As temperaturas baixas associadas à ausência de chuvas fazem com que em grandes núcleos populacionais, como São Paulo, ocorra uma grande concentração de poluentes na atmosfera, que são inalados, ao se respirar.

O resultado disso é uma menor eficiência do aparelho respiratório em eliminar poluentes e microorganismos facilitando infecções, quadros de rinite ou mesmo asma de ordem irritativa, insuficiência cardíaca, e dificuldade para respirar. O frio é também um grande inimigo particularmente das pessoas idosas, que tem uma maior dificuldade em conservar calor, pois diminuem com facilidade a temperatura do corpo, podendo até morrer em função disso.

Casos de dor de garganta aumentam no inverno

dor de garganta


















Com as temperaturas mais baixas precisamos tomar mais cuidados com a garganta, pois as infecções da mesma são muito mais recorrentes nesta época do ano. A dor de garganta pode ser causada por bactérias ou vírus, esse último é o responsável pela maior parte das afecções, neste caso o processo se resolve espontaneamente, ao contrário das causadas por bactérias.
        A maneira mais rápida de diagnosticar uma dor de garganta viral ou bacteriana  é através de um exame clínico, podendo assim começar o tratamento. Os sintomas mais comuns nos dois tipos de infecções são dor de garganta, febre, dores pelo corpo, dor de cabeça e enfraquecimento, abatimento. 
        Normalmente, quando a dor de garganta for acompanhada de tosse, espirros, constipação nasal, conjuntivite ou rouquidão, trata-se de um quadro viral. 
        Já as bacterianas, além de não causarem os sintomas descritos, costumam apresentar pontos de pus nas amígdalas, e aparecimento de ínguas no pescoço. Também pode haver o inchaço da garganta. Se houver suspeita de infecção viral, o tratamento é repouso, hidratação e sintomático.  
        Se o quadro sugerir infecção bacteriana, o correto é iniciar um tratamento com antibióticos, sempre consultando um médico, visando acelerar a cura e prevenir complicações e a transmissão para outras pessoas da família. 
        A transmissão só ocorre para pessoas com contato íntimo e prolongado, sendo mais comum entre crianças na creche ou na escola. Várias coisas podem causar ou facilitar a dor de garganta. O nariz trancado faz com que as pessoas respirem pela boca, assim, não aquecem, não filtram e não umidificam o ar, o que gera a dor de garganta. As bebidas alcoólicas, o fumo e bebidas quentes como chá, o chimarrão e o café também agridem essa região se tiverem temperaturas superiores à 75ºC.
        A hidratação constante é uma das medidas mais recomendadas para o tratamento de infecções na garganta, pois além de manter a hidratação das cordas vocais, deixa as secreções mais fluidas, facilitando a expectoração. Além disso, é fundamental para que as reações de defesa do organismo possam estar ativas e prontas para combater os vírus e bactérias.

Apneia

Apneia é quando ocorre parada repetida e temporária da respiração durante o sono. Ela é classificada em três tipos: apneia obstrutiva do sono, apneia central e apneia mista.

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É quando ocorre uma parada repetida e temporária da respiração durante o sono, tal distúrbio normalmente é associado a roncos. Pode ocorrer com a frequência de uma por minuto e só termina quando o cérebro percebe a queda na oxigenação e na força, funcionando quase como um despertador rápido, para que a pessoa volte a respirar.
Pode ser causada por obstrução nasal ou obesidade. Cerca de 15 milhões de brasileiros sofrem desse mal.
Alguns minutos ou segundos depois tudo se repete, os batimentos cardíacos se elevam a um nível absurdo. O apneico sempre acorda cansado, mesmo quando pensa ter dormido a noite toda.
A apneia é classificada em três tipos:
Apneia Obstrutiva do Sono - ocorre quando o esforço respiratório é iniciado, mas o ar não chega a atingir os pulmões em virtude da obstrução da via aérea.
Apneia Central - ocorre em resultado de uma disfunção do sistema nervoso central em gerar o devido estímulo para os músculos da caixa torácica, consequentemente não se iniciando o esforço respiratório.
Apneia Mista - ocorre quando inicialmente não existe esforço inspiratório, mas quando o esforço é iniciado a apneia persiste em decorrência do colapso da via aérea.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola