domingo, 8 de novembro de 2015

Por que casar engorda

Um novo estudo mostrou que quando um dos parceiros engorda o outro corre um risco duas vezes maior de ganhar peso

 

Casal cozinhando
Maridos cujas esposas ficaram obesas após o casamento corriam um risco 78% maior de também se tornarem obesos também. Já no caso das mulheres, as chances delas se tornarem obesas devido ao ganho de peso do parceiro era 89% maior(George Doyle/Stockbyte/Getty Images/VEJA)
A obesidade é um problema "contagioso" para casais. Quando um dos dois engorda, o outro corre um risco duas vezes maior de se tornar obeso. Foi o que confirmou um estudo publicado recentemente no periódico cientifico American Journal of Epidemiology.

Os pesquisadores acompanharam 4 000 casais ao longo de 25 anos. Durante esse período foram realizadas cinco avaliações em momentos diferentes das uniões. Na primeira, realizada no início dos casamentos, constatou-se que apenas 23% dos homens e 25% das mulheres eram obesos. Na última, homens que não eram obesos, mas cujas esposas ficaram obesas ao longo do estudo, tinham um risco 78% maior de também se tornar obesos.
Já no caso das mulheres, o risco de obesidade associado ao ganho de peso do parceiro era 89% maior. A explicação para as mulheres engordarem mais pode estar no ritmo do metabolismo feminino, que costuma ser mais lento.

O lado positivo é que o contrário também pode funcionar: se um dos dois faz uma dieta e emagrece, há grande possibilidade de o companheiro seguir o bom exemplo.

 

Médico orienta sobre cuidados com ouvido e garganta no verão

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Praia, igarapé, piscina. brincadeiras na água são os principais causadores de desconfortos com o ouvido e garganta durante as férias, e as crianças são as principais vítimas. É o que explica Francisco Palheta, otorrinolaringologista do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza. O médico indica prevenção como principal ferramenta para evitar agravos na saúde do ouvido e garganta.
Para o especialista os problemas de garganta surgem especialmente devido à variação climática. “Na nossa região é comum termos manhãs ensolaradas e tardes chuvosas, quando o clima esfria um pouco. Essa variação e o excesso de brincadeiras na água podem facilitar infecções na garganta.”
Francisco Palheta conta que as principais queixas são das crianças que sentem dores na garganta, dificuldade para engolir e febres brandas. “No caso, é importante ir ao médico que deve avaliar e, se for o caso, encaminhar a medicação adequada.”

Otites são os principais problemas - Mas são os ouvidos os mais sensíveis às atividades das férias escolares e o tratamento das otites são as principais causas das visitas ao otorrino durante e após as férias. O principal motivo para isso são as brincadeiras na água. “Nos igarapés e piscinas, com a água parada, o risco são as brincadeiras e constantes mergulhos e saltos para a água. Na praia, as ondas são as principais responsáveis pela entrada de líquido e até mesmo de grãos de areia no ouvido. Em agosto, é comum recebermos crianças com grãos no ouvido que causam problemas”, revela o médico.
Ele conta, ainda, que os adultos percebem facilmente incômodos, mas as crianças podem demorar a perceber que algo não está bem. “Até mesmo por estarem se divertindo, por estar entre amigos e não desejar interromper a brincadeira, eles podem não notar alguma diferença e a presença de água ou grãos de areia pode demorar mais a ser notada.”
Entre os sintomas de otites estão a dificuldade de ouvir, o inchaço do conduto externo do ouvido que passa a ter uma aparência avermelhada, a liberação de secreções amareladas e a dor de ouvido em geral. “Em alguns casos pode aparecer febres devido à infecção. No consultório, o tratamento é feito com o uso de medicamento em gotas, aplicadas no local e, por vezes, com medicação via oral.”

Atenção com as brincadeiras é importante - Para crianças que têm predisposição a infecções de ouvido, o uso de protetores de silicone encontrados em farmácias pode ser uma opção. Também há próteses feitas em laboratórios moldadas especificamente para cada paciente.
O otorrinolaringologista conta que a melhor maneira de prevenir problemas com o ouvido é o cuidado e a atenção dos pais com os filhos. “Sabemos o quanto é difícil, mas é preciso observar o comportamento e a forma como as crianças estão brincando na água e na areia e orientá-los sobre como evitar que entrem coisas nos ouvidos. Além de reforçar estas orientações constantemente, já que as crianças, especialmente quando estão entre amigos, têm dificuldade em seguir estas recomendações.”
Ainda segundo Francisco Palheta, limitar o tempo dentro d’água é essencial. “É possível aproveitar as férias e passar duas ou três horas por dia na piscina, igarapé ou praia e não o dia inteiro durante vários dias, sob pena de sofrer com otites e dores de garganta que as impeçam de aproveitar o resto das férias.”
Em relação ao que fazer quando entra água no ouvido, o médico destaca que há várias recomendações originárias na cultura popular e, em geral, elas não causam mal à saúde. “Não temos comprovação científica da eficácia do uso de leite materno, urina, água morna, álcool e outros ‘truques’ para tirar água do ouvido. Também não sabemos se elas realmente funcionam ou se têm efeito de placebo. Apenas em relação ao álcool destaco que seu uso recorrente pode causar irritação no conduto auditivo e, em geral, é preciso evitar introduzir coisas no ouvido. A melhor opção é sempre procurar um médico.”
Texto: Cléo Viana e Glauce Monteiro – Assessoria de Comunicação da UFPA

Foto: Reprodução / Google

Dicas para cuidar da pele e da saúde no verão

Uso de protetor solar e alimentação balanceada são pontos que não podem ser esquecidos nesta estação.


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Na estação mais quente do ano, torna-se necessário um maior cuidado, tanto com a pele quanto com a alimentação. “Em virtude da intensidade e maior exposição ao sol, é preciso usar com mais frequência protetores solares e hidratantes, assim como se alimentar de forma mais leve e saudável”, afirmou o dermatologista Nage Maunzer.
O uso de protetores deve seguir a orientação profissional. “O protetor solar deve ser aplicado na pele no mínimo três vezes ao dia, em um FPS (fator de proteção solar) acima de 30. Cada tipo de pele possui um protetor adequado, e se quem utiliza tomar algum banho, tanto de mar quanto de piscina ou sol, é preciso reaplicar o produto, porque mesmo constando na embalagem que não sai na água, sempre há uma perda”, ressaltou Maunzer.
Em relação ao melhor horário para ficar ao sol, o dermatologista ressalta que o mais adequado seria antes das 10 horas da manhã e após às 15 horas, sendo que neste intervalo de tempo os raios solares são prejudiciais à saúde.
A alimentação interfere diretamente no bem-estar das pessoas. Comer alimentos leves e saudáveis, tais como saladas, frutas, verduras, legumes, grãos e proteínas, é fundamental. Os líquidos devem estar intensamente presentes na dieta, uma vez que por causa da transpiração, a necessidade de hidratação é maior.
Pessoas com pele mais clara, olhos azuis e cabelos ruivos devem tomar ainda mais cuidado por serem mais suscetíveis às consequências da intensidade do sol.

*Matéria publicada originalmente no Portal Satc

domingo, 1 de novembro de 2015

Vacinas contra dengue estão aprovadas para crianças e adultos até 59 anos

Testes em estágio avançado viabilizam a imunização em quase todas as faixas estárias

Duas vacinas para gripe já estão em fase avançada de testes, segundo informações da Agência Estado. As imunizações desenvolvidas pelo Sanofi Pasteur e pelo Instituto Butantã estão indicadas para crianças, adolescentes e adultos de até 59 anos.

Em processo de aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina da Sanofi foi testada apenas em crianças e adolescentes entre 2 e 16 anos e sua indicação deverá ser voltada principalmente para essa faixa etária, segundo Lúcia Bricks, uma das diretoras médicas do laboratório francês. Testada em 40 mil pessoas em 15 países, o produto da Sanofi Pasteur tem eficácia de 60,8% na redução de notificações de dengue e conseguiu diminuir em 95,5% o número de casos graves.

Já a vacina do Butantã ainda precisa passar pela fase 3 de testes clínicos, última etapa da pesquisa, que será realizada com 17 mil pessoas. Nesse estágio, o instituto vai testar o imunizante em pessoas de 2 a 59 anos. O instituto aguarda a liberação da Anvisa para o início dessa fase. A estimativa de Precioso é de que isso ocorra em agosto. Os resultados da fase 3 e a solicitação de registro na Anvisa ficarão para 2016, se os resultados de eficácia forem o esperado.

Dengue: elimine os principais focos da doença 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), dengue é a doença tropical que se espalha mais rapidamente pelo mundo, sendo que 50 milhões de pessoas hoje já estão infectadas em todos os continentes. Até maio desse ano, a dengue já matou 290 pessoas. Veja como prevenir a reprodução do mosquito transmissor:
 
garrafas coloridas - Foto: Getty Images

Evite o acúmulo de água em embalagens vazias como garrafas e latas

"O Aedes aegytpi coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável", explica o entomologista Rafael Freitas, do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz. Por isso, jogue fora pneus velhos, vire garrafas com a boca para baixo e, caso seu quintal seja propenso à formação de poças, realize a drenagem do terreno. Ainda que você tenha guardado esses objetos limpos e secos, é importante deixá-los em lugares cobertos e nas condições descritas. "Deixar depósitos no seu quintal pode fazer com que, em dias de chuva, a água se acumule nesses locais e o mosquito comece a se criar." 

mulher cuidando de um vaso de flor - Foto: Getty Images 

Plantas podem ser inimigas da sua saúde

Evite ter plantas aquáticas, que necessitam de uma quantidade de água muito grande para sobreviverem. Isso faz com que você precise manter um vaso ou aquário cheio de água parada e limpa - local perfeito para a proliferação do mosquito. Além disso, nas plantas normais, o uso de pratos nos vasos pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. "A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que e o prato se torne um criadouro de mosquitos", aponta o infectologista Ralcyon Teixeira do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Dessa forma, o uso da areia seria a melhor solução para você, que evitaria um foco da dengue, e para a plantinha, que continuaria recebendo os nutrientes necessários. 

homem limpando calha de casa - Foto: Getty Images 

Desobstrua calhas e cubra a caixa d'água

Tais medidas não exigem uma reforma na sua casa, mas são capazes de evitar a dengue. "Pesquisas realizadas em campo mostram que os grandes reservatórios, como caixas d'água, são os criadouros mais produtivos de dengue", afirma o entomologista Rafael. Por isso mantenha sempre suas caixas d'água cobertas com uma tampa adequada e sólida, evitando o uso de plásticos - uma vez que após a chuva eles também podem acumular água. "Fora os grandes focos, as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também", completa. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento do Aedes aegypti. As calhas são um perigo quase invisível, pois, quando entupidas, são um ótimo criadouro para o mosquito e que sequer podemos ver. Além disso, limpe também marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, para evitar o acúmulo de água. 

homem levando o lixo para a rua - Foto: Getty Images 

Tenha consciência em relação ao lixo

Não despeje lixo em valas, valetas ou margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos. Isso permite a passagem de água durante as chuvas de forma adequada, evitando uma enchente ou acúmulos menos expressivos, que também pode se tornar focos do mosquito. "Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas e tente separar o lixo nos dias em que o lixeiro passa, evitando deixá-lo na rua durante muitos dias", aponta o infectologista Ralcyon. 

ralo de banheiro - Foto: Getty Images 

Desinfete os ralos da sua casa

Ralos pequenos de cozinhas e banheiros raramente tornam-se foco de dengue devido ao constante uso de produtos químicos, como xampu, sabão e água sanitária. "Entretanto, alguns ralos são rasos e conservam água estagnada em seu interior", alerta o entomologista Rafael. Na dúvida, jogue desinfetante nos ralos da sua casa e edificações externas a cada 15 dias pelo menos. 

crianças brincando na piscina - Foto: Getty Images 

Cuidados com piscinas e aquários

Assim como as piscinas, a possibilidade de laguinhos caseiros e aquários se tornarem foco de dengue deixou muitas pessoas preocupadas. Mas fique tranquilo. De acordo com o infectologista Ralcyon, peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos. "Pesquisas realizadas no Ceará mostraram que um único exemplar de peixe Betta splendes pode consumir cerca de 500 larvas de mosquito por dia", conta. O cuidado maior deve ser dado, portanto, às piscinas que não são limpas com frequência.

Certifique-se de higienizar a piscina regularmente ou mantê-la coberta no tempo que você não usá-la. Isso evita que a água se torne um grande criadouro do Aedes aegypti. 

cachorro bebendo água - Foto: Getty Images

Bebedouro dos animais

Qual a última vez que você lavou o pote de água do seu bichinho de estimação? Se você não lembra, melhor aumentar a frequência das limpezas. Isso porque o bebedouro nada mais é do que um pequeno foco de água parada, que pode servir de criadouro para o mosquito. O ideal é higienizar o potinho sempre que trocar a água do bicho, garantindo a higiene.


 

Cada um na sua cama


Criança na cama com os pais (Foto: Shutterstock)
Outro dia, ouvi de uma mãe que seu filho, de 5 anos, dormia cotidianamente com ela e o marido. Tudo teve início na amamentação. A mãe se deitava para alimentá-lo e acabavam dormindo juntos. Aos poucos, o pai encontrou um jeito de dividir o espaço com a esposa e a criança. Fiquei intrigada. Essa informação rebateu em todo o arcabouço de crenças, ideias e imagens que venho construindo, desde meu próprio nascimento, sobre cuidados com bebês e seu sono. Até que tive acesso ao artigo Mother – Infant Cosleeping, Breastfeeding and Sudden Infant Death Syndrome: What Biological Anthropology Has Discovered About Normal Infant Sleep and Pediatric Sleep Medicine*.

Com ele, aprendi que estudos antropológicos, nos últimos 20 anos, têm demonstrado diversas variações sobre arranjos conjuntos de sono entre mães e bebês. Em sociedades diversas, isso significa cuidados e garantia de um descanso contínuo e menos preocupado para a mãe. Ao mesmo tempo, sensação de proteção, além de fortalecer os vínculos afetivos dos bebês. De acordo com o texto, o contato físico prolongado com o cuidador é tema comum em várias culturas, particularmente durante a transição da vigília para dormir ao sono.
Nas famílias maias, por exemplo, as crianças costumavam adormecer nos braços de alguém e eram levadas para a cama com os pais. Isso acontecia do nascimento até 2 ou 3 anos ou até a chegada do próximo irmão. O mesmo estudo relata que, em Bali, os bebês eram mantidos na companhia de um adulto dia e noite. Deixá-los sós era desaconselhável, pois eram considerados vulneráveis durante o sono. Entre vários outros exemplos, os autores do artigo contam que é costume entre os Terena, grupo indígena brasileiro, manter os pequenos índios na mesma cama com familiares e que essa prática reflete altos valores atribuídos a laços de família. Por fim, mais um exemplo me chamou a atenção: no Japão, a perspectiva inversa prevalece. Lá, a criança é vista como um ser separado do adulto e que, desde o início, a fim de se desenvolver, precisa estabelecer relações cada vez mais interdependentes com os outros.
A leitura me seduziu e me fez pensar sobre a importância do contato e da presença física das mães e dos cuidadores para a amamentação e o sono de qualidade dos bebês. Os autores demonstraram como as regras ocidentais de manter os bebês isolados podem ser mais um fator de risco do que de cuidados. No entanto, o estudo evidencia também que esses hábitos são elementos culturais compartilhados e, só assim, podem ter impactos e efeitos benéficos. Adotá-los como fator de proteção, como me parece ser o caso da mãe e do menino citados, pode ter resultados perversos, no meu entender.
Qual a possibilidade de uma criança construir outros laços fora dos braços maternos se não tiver condições de dormir sozinha? Fortalecer vínculos e prevenir acidentes mantendo o bebê na cama do casal, para além da iniciação à amamentação, pode se transformar em ato egoísta de adultos que não entendem o crescimento de um indivíduo. Que tenhamos nossos filhos sempre por perto, no calor do peito e nos afetos verdadeiros, mas que possamos dar asas a eles.

Novidades sobre o sono… e sobre a falta dele

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Ainda temos muito o que aprender sobre essa que é uma das mais antigas atividades humanas. Quanto você sabe a respeito do efeito do sono sobre as atividades cotidianas – e vice versa?
Aqui no blog este assunto tem sido bem citado, e você que sofre de insônia pode conferir o post das minhas pérolas pró sono. Novas pesquisas revelam mais detalhes curiosos sobre o que o período da noite representa à saúde.

Sono e aprendizado
Muitas pessoas ficam acordadas antes de uma prova ou de um evento importante. Mas há cada vez mais evidências de que o sono faz parte do processo de armazenamento de novas informações. Dois especialistas americanos em sono que examinaram a questão recentemente na revista Nature Neuroscience chamaram o processo de organização e codificação que ocorre no cérebro de “triagem de memória dependente do sono”. É claro que a maior parte do aprendizado acontece quando estamos acordados, mas alguns tipos de processamento de memória só podem ocorrer quando estamos dormindo.

Sono e barulho
Não é novidade que um dos fatores que mais influenciam o sono é o barulho. Mas os tipos de barulho que afetam o sono nem sempre são tão óbvios quanto o cachorro ou o filho adolescente do vizinho.
O barulho – na maioria dos casos provenientes do trânsito – só fica atrás da poluição do ar como fator ambiental que afeta negativamente a saúde, de acordo com um relatório recente da Organização Mundial de Saúde e do Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia. A publicação de 2011 concluiu que na população urbana europeia, perde-se pelo menos um milhão de anos de vida saudável por causa do barulho.
De fato, me mudei recentemente para um local bem mais barulhento, próximo a uma avenida que circula até ônibus, e percebi que a qualidade do meu sono caiu muito. Apelei para os tapões de ouvido e, com o tempo, a percepção do ruído melhorou, mas é importante ficar atento. Vale a pena ficar de olho quando escolher o próximo imóvel, ne?

Sono e álcool
É comum as pessoas acharem que um drinque antes de dormir ajudar a dar sono. Os pesquisadores do Centro do Sono em Londres, no Reino Unido, revisaram 38 experiências envolvendo álcool e sono com mais de 500 pessoas nas últimas cinco décadas e constataram que realmente um drinque pode dar sono, mas este não é tão duradouro e restaurador quanto o que se obtém, quando se vai dormir sóbrio.
A tal da “tacinha” de vinho no jantar todos os dias já foi razão de vários problemas de sono e dor de cabeça para meus pacientes, conforme seus relatos e nossos diagnósticos.
Portanto, a dica é observar toda a agitação e hábitos que antecedem o sono para que a noite seja mais tranquila e restauradora. Deixem os “smarts celulares” mais cedo (isso também funcionou para mim), caprichem no ritual pré-sono, como a meditação e a leitura, e bom sonhos!

Have sweet dreams!

Fonte: Seleções’ Digest

As últimas novidades sobre sono

Garantir que o filho durma bem é um dos maiores desafios para os pais. Por isso, sempre surgem estudos novos sobre o assunto. Abaixo, você confere dois dos mais recentes que enfatizam a importância de um sono tranquilo

bebe_dormindo_sono (Foto: ThinkStock)
 
Rotina é essencial
Seu filho anda ansioso ou irritado? Pode ser falta de horário certo para dormir. Um estudo britânico publicado no periódico científico Pediatrics avaliou mais de 10 mil crianças, de 3 a 7 anos, e comprovou que a ausência de rotina na hora do sono e poucas horas de descanso alteram o relógio biológico da criança, favorecendo problemas emocionais e de comportamento, como brigas, ansiedade, tristeza e até hiperatividade. “Para a criança saber que é hora de ir para a cama, os pais podem associar o descanso a alguns elementos, como o pijama, o fim de um determinado programa na televisão ou deixar os ambientes da casa mais escuros”, ensina o neurologista especializado em sono Fernando Louzada, da Universidade Federal do Paraná.

Dormir mais, comer menos
O sono também pode ser um importante aliado na luta contra a obesidade infantil, como mostra um experimento do Centro de Pesquisas de Obesidade e Educação da Universidade de Brown (EUA). O estudo avaliou duas semanas de sono de 37 crianças. Na primeira, a proposta era dormir exatamente como faziam em casa. Já na segunda, o sono era regulado para mais ou para menos horas, de acordo com as necessidades do voluntário. As conclusões mostraram que, quando eles descansavam por mais tempo, ingeriam, em média, 134 calorias a menos por dia, além de apresentar peso inferior.