domingo, 13 de setembro de 2015

Dicas para uma boa noite de sono

http://www.megabuzz.com.br/wp-content/uploads/2015/06/dicas.jpg

Medidas de higiene do sono:

As orientações abaixo são dicas simples mas muito eficazes em promover uma melhor qualidade do sono. Nunca se esqueça que uma melhor qualidade do sono representa uma melhor qualidade de vida.
  • Suspender ou reduzir substancialmente o consumo de bebidas alcoólicas por no mínimo 6 horas antes de dormir. O álcool pode alterar a estrutura do sono e aumentar o número de apnéias nos portadores de Apnéia Obstrutiva do Sono.
  • Evitar o uso de estimulantes como café, chá preto, verde ou mate e energéticos, no mínimo 6 horas antes de dormir (alguns tipos de chá como camomila e erva cidreira não têm contra-indicação).
  • Evitar refeições pesadas antes de dormir
  • Suspender sempre que possível o uso de medicamentos como benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos, pois eles interferem na arquitetura do sono, têm efeito depressor sobre a respiração e podem piorar muito as apnéias nos portadores de Apnéia Obstrutiva do Sono. Apesar de serem medicações muito usadas por pacientes com problemas de sono são medicações que devem ser evitadas e substituídas sempre que possível, pois elas além de causar dependência, podem afetar a qualidade do sono. Nunca inicie, mas também nunca suspenda o uso destas medicações por conta própria. Procure sempre orientação médica adequada.
  • Evitar dormir durante o dia.
  • Perder peso. Sabe-se que o aumento da massa corporal correlaciona-se com a gravidade e com a freqüência da apnéia e da hipoxemia (queda de oxigênio no sangue). Às vezes uma simples redução do peso já provoca uma redução importante das apnéias.
  • Praticar exercícios físicos regulares preferencialmente 4 a 6 horas antes de deitar. As atividade físicas não devem ser praticadas em horários muito próximos aos de dormir.
  • Procurar relaxar física e mentalmente pelo menos 2 horas antes de dormir. Evite discutir, resolver problemas, calcular despesas, fazer esforços físicos, etc. É muito salutar o hábito de ter uma agenda para escrever os compromissos e prioridades. Idealmente a agenda deve ser organizada cerca de 4 horas antes de deitar. A agenda permite que você não se esqueça de nada importante, organize melhor sua rotina e durma mais tranqüilo, sem se preocupar com o que não deve esquecer para o dia seguinte.
  • Melhorar o ambiente do sono. O quarto em que se dorme deve ser confortável, silencioso e escuro. Devem ser evitados os carpetes ou outros materiais que acumulem poeira ou possam propiciar alergias.
  • Manter hábitos adequados como horário regular de ir para a cama e levantar da cama.
  • Procurar encontrar a posição mais adequada para dormir. Nos pacientes com apnéia do sono deve-se evitar a posição do corpo na qual a apnéia aparece ou piora, que geralmente é a posição chamada de decúbito dorsal, com as costas para baixo e a barriga para cima. Uma dica muito simples para auxiliar pessoas que possuem o hábito de dormir nesta posição é a de costurar um bolso na parte posterior de uma camiseta e colocar ali uma bola de tênis para evitar que durante o sono a pessoa vire de barriga para cima.
  • Evitar atividades na cama que não sejam dormir e o ato sexual, ou seja, a cama não é o ambiente adequado para assistir TV, escutar rádio ou usar o computador.
  • Evitar passar tempo excessivo na cama. A cama deve ser um local estritamente para dormir. Se você não consegue dormir é preferível levantar e sair do quarto até que o sono retorne.

6 dicas para conseguir dormir bem no calor

6 dicas para conseguir dormir bem no calor 

1 - Coma pouco

Não banque a gulosa no jantar. A sensação de peso na barriga, aliada ao calor, acaba com seu sono. Prefira carnes leves, verduras e legumes à noite!
 

2 - Use pijama leve

Vista camisolas leves. Tecidos que absorvem o suor, como o liganete, são os mais indicados. E quanto menos roupa, melhor!
 

3 - Tome uma ducha

Para dormir gostoso no calorzão, nada de banho quente! Aposte numa ducha fria para baixar a temperatura do corpo, que varia entre 36 e 37 °C.
 

4 - Acerte o ar

Aqui vai um alerta: use o ar-condicionado com moderação. Ele retira a umidade do quarto e pode ressecar as mucosas.
 

5 - Desacelere

Desacelerar é essencial para uma noite tranquila. "Tanto seu corpo quanto sua mente precisam estar preparados para embarcar no sono", diz Lucas Zambon, clínico-geral do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Nada de fazer atividades físicas, lidar com tarefas estressantes ou usar aparelhos eletrônicos. Evite isso tudo até três horas antes de ir para a cama.
 

6 – Deixe o quarto mais fresquinho

Você se refrescou, comeu direitinho, está usando um pijama leve, mas continua difícil pegar no sono de tanto calor? Tente essas dicas:
- Para resfriar o corpo, ponha uma bolsa de gelo por alguns minutos nas virilhas ou nas axilas. Ou, então, use o bom e velho pano molhado na testa ou na nuca.

- Posicione um ventilador em direção à janela para dissipar o ar quente para fora do quarto.

- Coloque um ventilador voltado para a cama.

- Ponha uma bacia com água e gelo na frente da saída de ar dos ventiladores!

Como prevenir o câncer da pele

http://www.jcuberaba.com.br/userfiles/site_-Micro_-02_Cancer-de-pele.jpg
Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação UV são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos.
Como a incidência dos raios ultravioletas está cada vez mais agressiva em todo o planeta, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol. Os grupos de maior risco são os do fototipo I e II, ou seja: pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico da doença, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:
  • Usar chapéus, camisetas e protetores solares.
  • Evitar a exposição solar e permanecer na sombra entre 10 e 16h (horário de verão).
  • Na praia ou na piscina, usar barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.
  • Usar filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer ou diversão. Utilizar um produto que proteja contra radiação UVA e UVB e tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo.  Reaplicar o produto a cada duas horas ou menos, nas atividades de lazer ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.
  • Observar regularmente a própria pele, à procura de pintas ou manchas suspeitas.
  • Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.
  • Manter bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses.
Fotoproteção
A exposição à radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo e penetra profundamente na pele, sendo capaz de provocar diversas alterações, como o bronzeamento e o surgimento de pintas, sardas, manchas, rugas e outros problemas. A exposição solar em excesso também pode causar tumores benignos (não cancerosos) ou cancerosos, como o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma.
Na verdade, a maioria dos cânceres da pele está relacionada à exposição ao sol, por isso todo cuidado é pouco.  Ao sair ao ar livre procure ficar na sombra, principalmente no horário entre as 10h e 16h, quando a radiação UVB é mais intensa.  Use sempre protetor solar com fator de proteção solar (FPS) de 30 ou maior. Cubra as áreas expostas com roupas apropriadas, como uma camisa de manga comprida, calças e um chapéu de abas largas. Óculos escuros também complementam as estratégias de proteção.

Sobre os protetores solares (fotoprotetores)
Os fotoprotetores, também conhecidos como protetores solares ou filtros solares, são produtos capazes de prevenir os males provocados pela exposição solar, como o câncer da pele, o envelhecimento precoce e a queimadura solar.
O fotoprotetor ideal deve ter amplo espectro, ou seja, ter boa absorção dos raios UVA e UVB, não ser irritante, ter certa resistência à água, e não manchar a roupa. Eles podem ser físicos ou inorgânicos e/ou químicos ou orgânicos. Os protetores físicos, à base de dióxido de titânio e óxido de zinco, se depositam na camada mais superficial da pele, refletindo as radiações incidentes. Eles não eram bem aceitos antigamente pelo fato de deixarem a pele com uma tonalidade esbranquiçada, mas Isso tem sido minimizado pela coloração de base de alguns produtos. Já os filtros químicos funcionam como uma espécie de “esponja” dos raios ultravioletas, transformando-os em calor.

Radiação UVA e UVB
Um fotoprotetor eficiente deve oferecer boa proteção contra a radiação UVA e UVB. A radiação UVA tem comprimento de onda mais longo e sua intensidade pouco varia ao longo do dia. Ela penetra profundamente na pele, e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento e pelo câncer da pele. Já a radiação UVB tem comprimento de onda mais curto e é mais intensa entre as 10h e 16h, sendo a principal responsável pelas queimaduras solares e pela vermelhidão na pele.
Um fotoprotetor com fator de proteção solar (FPS) 2 até 15 possui baixa proteção contra a radiação UVB;  o FPS 15-30 oferece média proteção contra UVB, enquanto os protetores com FPS 30-50, oferecem alta proteção UVB e o FPS maior que 50, altíssima proteção UVB. Pessoas de pele clara, que se queimam sempre e nunca se bronzeiam, geralmente aqueles com cabelos ruivos ou loiros e olhos claros, devem usar protetores solares com FPS 15, no mínimo.
Já em relação aos raios UVA, não há consenso quanto à metodologia do fator de proteção. Ele pode ser mensurado em estrelas, de 0 a 4, onde 0 é nenhuma proteção e 4 é altíssima proteção UVA, ou em números: < 2, não há proteção UVA; 2-4 baixa proteção; 4-8 média proteção, 8-12 alta proteção e > 12 altíssima proteção UVA.  Procure por esta classificação ou por valor de PPD nos rótulos dos produtos.

Como escolher um fotoprotetor?
Em primeiro lugar, devemos verificar o FPS, quanto é proteção quanto aos raios UVA, e tambémse o produto é resistente ou não a água. A nova legislação de filtros solares exige que tudo que o produto anunciar no rótulo, deve ter testes comprovando a eficácia.  Outra mudança é que o valor do PPD que mede a proteção UVA deve ser sempre no mínimo metade do valor do Filtro solar. Isso porque se sabe que os raios UVA também contribuem para o risco de câncer de pele.
O “veículo” do produto– gel, creme, loção, spray, bastão – também tem de ser considerado, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade comuns quando se usa produtos inadequados para cada tipo de pele. Pacientes com pele com tendência a acne devem optar por veículos livres de óleo ou gel creme. Já aqueles pacientes que fazem muita atividade física e que suam bastante, devem evitar os géis, pois saem facilmente.

Como aplicar o fotoprotetor?
O produto deve ser aplicado ainda em casa, e reaplicado ao longo do dia a cada 2 horas, se houver muita transpiração ou exposição solar prolongada. É necessária aplicar uma boa quantidade do produto, equivalente a uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo, uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. O filtro solar deve ser usado todos os dias, mesmo quando o tempo estiver frio ou nublado, pois a radiação UV atravessa as nuvens.
É importante lembrar que usar apenas filtro solar não basta. É preciso complementar as estratégias de fotoproteção com outros mecanismos, como roupas, chapéus e óculos apropriados. Também é importante consultar um dermatologista regularmente para uma avaliação cuidadosa da pele, com a indicação do produto mais adequado.

Bronzeamento artificial e saúde
Uma Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicada em dezembro de 2009 proibiu a prática de bronzeamento artificial por motivações estéticas no Brasil. Foi o primeiro país no mundo a tomar medidas tão restritivas em relação ao procedimento. Desde então, outras nações com incidência elevada de câncer da pele, como Estados Unidos e Austrália, também tomaram medidas para dificultar a realização do procedimento.
As câmaras de bronzeamento artificial trazem riscos comprovados à saúde, e em 2009 foram reclassificadas como agentes cancerígenos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no mesmo patamar do cigarro e do sol.   A prática de bronzeamento artificial antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de câncer da pele, além de acelerar o envelhecimento precoce e provocar outras dermatoses.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia posiciona-se veementemente favorável à proibição da prática do bronzeamento artificial para fins estéticos em virtude dos prejuízos que causa à população. O câncer da pele é o tipo mais comum no Brasil, e a prevalência cresce anualmente, o que só reforça a necessidade de apoiarmos todas as medidas que favoreçam a prevenção.
Se você tem interesse em fazer bronzeamento artificial, não esqueça: qualquer estabelecimento no Brasil que ofereça esse procedimento com motivações estéticas atua de forma irregular e está sujeito a fechamento e outras penalidades. Não compactue com uma prática proibida, que pode comprometer seriamente a saúde. Aceite o tom da sua pele como ele é. Pele bonita é pele saudável.

Cuidados de verão

http://www.tommasi.com.br/admin/imagens_destaque/3b16eb73cd20bd360f5d13bc885f59aa.jpeg
Precauções gerais
  • Sempre que possível, evite sair nos horários em que o sol estiver a pino, das 10h às 16h. Prefira sair de manhãzinha ou ao entardecer.
  • Use filtro solar, sempre.
  • Evite ficar exposto ao sol, procure caminhar pela sombra.
  • Prefira uma alimentação leve: frutas suculentas, saladas - e, é claro, um sorvetinho para refrescar.
  • Mantenha-se hidratado: beba bastante líqüido, a toda hora. Nem espere a sede reclamar.
  • Evite bebidas com cafeína, álcool ou muito açúcar. Eles vão fazer com que você perca ainda mais líqüido corporal.
  • Facilite a transpiração: use roupas folgadas, de tecidos leves e claros.
  • Uma boa idéia é incluir um chapéu ou boné no figurino.
  • Também não se esqueça dos óculos escuros. Mas não adianta ser qualquer um: ele precisa ter proteção ultravioleta total para evitar queimaduras da córnea e da retina, que causam lesões irreversíveis.
  • Para se refrescar nos momentos mais críticos procure, se puder, um ambiente público (shopping, biblioteca) com ar-condicionado. Mesmo que você não permaneça no local por muito tempo, essa providência vai ajudar a manter seu corpo mais fresco quando você tiver que retornar para o calor.
  • Mas, para aliviar mesmo, nada melhor do que água. De acordo com suas possibilidades, lave rosto, nuca, braços e mãos, tome uma ducha fria, mergulhe na piscina ou tome um banho de mar.
  • Tenha um cuidado ainda maior com bebês e crianças, maiores de 65 anos e pessoas doentes - especialmente cardíacos ou com pressão alta.
  • segunda-feira, 7 de setembro de 2015

    Redução de estômago é novo tratamento possível para Diabetes tipo 2

    Novos critérios para cirurgia abrem caminho para controle mais eficiente da glicemia em pacientes sem obesidade severa ou mórbida

     Mudança vai atender pacientes diabéticos que não necessariamente têm obesidade, mas estão expostos ao risco de outras complicações  no coração, nos rins  e na retina 

    Mudança vai atender pacientes diabéticos que não necessariamente têm obesidade, mas estão expostos ao risco de outras complicações no coração, nos rins e na retina (Reprodução internet)

    Hoje indicada somente para obesos severos ou mórbidos, a cirurgia bariátrica em breve será uma opção de tratamento para os diabéticos tipo 2 que já não respondem aos remédios ou às injeções de insulina. Até o mês de novembro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) deve publicar novas diretrizes para esse tipo de procedimento, garantindo o acesso de mais pacientes aos benefícios metabólicos da redução de estômago.
    Na última semana, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, pioneiro nos estudos sobre o assunto no Brasil, realizou em São Paulo um encontro para discutir as novas perspectivas em cirurgia para o controle da diabetes tipo 2. Relator da diretriz no CFM, o Dr. Ricardo Cohen é quem está à frente desse debate.
    “Há quatro anos estamos discutindo uma forma de indicar a cirurgia bariátrica e metabólica para diabéticos não obesos mórbidos, mas as pesquisas nesse sentido somam mais de uma década no País”, explicou o médico. Atualmente, a redução de estômago só é realizada em indivíduos com IMC acima de 35 kg/m² e que apresentem uma ou duas complicações associadas (diabetes, hipertensão, apneia do sono, infertilidade e outras). 
    Porém, o Dr. Cohen aponta que grande parte dos diabéticos no Brasil e no mundo não têm IMC alto. “O IMC da maioria dos diabéticos no Brasil é 29,8 kg/m², o que é considerado um sobrepeso, quase obesidade leve. Então temos que ter alguma coisa para oferecer a esses pacientes quando o tratamento clínico falha”.

    A cirurgia
    Na prática, a cirurgia para o obeso mórbido e para o diabético é a mesma, a chamada bypass ou Y de Roux: o médico reduz o estômago e desvia a primeira porção do intestino em mais ou menos 50 cm. A diferença está nos objetivos a serem alcançados em cada caso. “Vimos que a cirurgia bariátrica não serve apenas para o indivíduo perder peso, isso é um efeito colateral a longo prazo. O conceito de cirurgia metabólica nasce daí, pois os resultados da redução de estômago sobre o controle da glicemia são imediatos”, explica Cohen.
    “Acreditamos que há uma integração fisiológica entre tubo digestivo, pâncreas e cérebro por trás disso”, destaca.De acordo com ele, a redução altera a flora bacteriana intestinal, a secreção de ácidos biliares e modifica o trânsito dos alimentos no intestino, promovendo tanto o controle do apetite quanto o gasto calórico e a secreção de insulina. 

    Metabolismo
    Segundo o especialista, a nova diretriz pretende tirar do IMC o papel de único critério para a indicação da cirurgia bariátrica. Pelo sistema discutido no Conselho de Medicina, serão aplicadas notas a cada componente da síndrome metabólica, como histórico familiar, idade, pressão e colesterol, num total de 13 itens. Se o paciente cumprir sete deles, será feita a indicação cirúrgica.
    “É bom lembrar que diabetes não tem cura, só remissão. Com a cirurgia, os resultados são imediatos, independente da perda de peso. Em média, até 20% dos pacientes ao longo dos anos vai ter novamente a diabetes fora do controle, mas a doença volta mais suave. Dos pacientes que usam insulina, 90% ficam sem ela, então a qualidade de vida melhora bastante”.

    Efeitos
    Entre os possíveis efeitos colaterais a longo prazo estão deficiências nutricionais leves, como de vitamina D, complexo A e B e ferro em mulheres em fase sexual. “Mas é um tipo de cirurgia com baixo índice de mortalidade, comparável a uma operação de vesícula”, completa o médico.
    Ele acredita que o Brasil, por estar no segundo lugar no ranking de bariátricas realizadas no mundo – foram 96.500 em 2014 – está bem servido de centros médicos preparados para atender a demanda que surgirá a partir da publicação da nova diretriz. O procedimento para esse perfil de pacientes, que custa hoje em torno de R$ 20 mil, a princípio poderá ser feito apenas em clínicas particulares.
    A nova diretriz do Conselho Federal de Medicina conta com o apoio de diversas entidades, como a Sociedade Brasileira  de  Cirurgia  Bariátrica  e  Metabólica  e a  Sociedade  Brasileira  de  Diabetes.

    IMC
    O Índice de Massa Corporal (IMC) é o padrão internacional para avaliar o grau de sobrepeso e obesidade. É calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros). IMC = Peso / Altura x Altura
    < 16: Magreza grave
    16 a < 17: Magreza moderada
    17 a < 18,5: Magreza leve
    18,5 a < 25: Saudável25 a < 30: Sobrepeso
    30 a < 35: Obesidade grau
    I35 a < 40: Obesidade grau II (severa)
    >= 40: Obesidade grau III (mórbida)

    Sobre Ricardo Cohen
    Doutor  em  Medicina  pela USP, atualmente é coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Sua área de atuação é principalmente nos  seguintes  temas:  diabetes mellitus  tipo  2  e  cirurgias  bariátrica  e metabólica.  Foi apontado pela American Society for Metabolic and Bariatric Surgery como um dos 30 médicos mais influentes  do mundo  nesta  área  do  conhecimento.
    * O repórter viajou a convite do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

    Mais de metade dos brasileiros têm nódulos na tireoide

    O diagnóstico por imagem auxilia na identificação de nódulos que não são palpáveis no exame físico e ainda ajuda na classificação deles


    A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia estima que 60% da população brasileira terá nódulos na tireoide em algum momento da vida. A boa notícia é que a maioria é benigno, já que os dados indicam que apenas 5% são cancerosos. Porém qualquer alteração na glândula pode afetar diretamente diversas funções essenciais do organismo tais como crescimento e desenvolvimento, fertilidade, sono, raciocínio, controle emocional, temperatura do corpo, batimentos cardíacos, funcionamento intestinal, e controle do peso corporal. 
    De acordo com a Dra. Jailma Vieira, médica radiologista do laboratório Exame, o diagnóstico dos nódulos tireoidianos é feito pela história clínica (anamnese), exame físico realizado pelo médico especialista, geralmente em endocrinologia, e exames complementares específicos. “A ultrassonografia é um instrumento que tem auxiliado bastante aos médicos na avaliação complementar, e é útil para guiar as biópsias dos nódulos, quando necessário”, explica.
    O equipamento mostra bem o tamanho e as especificações dos nódulos, identificando muitos que não são palpados no exame físico. “O ultrassom nos ajuda a caracterizar se o nódulo é sólido, misto, cístico, se tem um contorno bem definido ou se é um nódulo irregular, por exemplo. Essas características anatômicas sugerem se o nódulo é benigno ou maligno e por meio desta abordagem inicial, o médico decide se precisará de uma investigação mais especifica”, exemplifica a médica.
    A especialista informa que o equipamento de ultrassonografia também conta com um recurso que auxilia ainda mais na classificação dos nódulos: o Doppler. “É um método comum, não invasivo e rápido que nos permite a detecção e avaliação de estruturas em movimento. Neste caso buscamos o fluxo sanguíneo dos nódulos. Geralmente nos nódulos benignos predomina a vascularização periférica, ou seja, há poucos vasos no centro. Já os malignos têm mais vasos centrais. Com estas informações conseguimos incluir mais dados na classificação inicial”, reforça a médica.

    Fique atento
    A médica alerta que portadores de nódulos devem ser acompanhados periodicamente por meio destes exames complementares. “A melhor conduta será orientada pelo médico após avaliação personalizada. Porém hoje em dia a maioria dos clínicos gerais e ginecologistas já incluem estes testes na bateria de exames de check-up básico já que estudos mostram que os nódulos tireoidianos acometem preferencialmente mulheres e idosos”, conclui.
    Se alguma das situações a baixo se encaixa com você, pense em ter uma conversa com o seu médico a respeito de alterações na tireoide:
    -Mulheres em período pós-parto (6 meses após o parto); 
    -Pessoas com colesterol alto; 
    -Pessoas que já tiveram doenças de tireoide anteriormente; 
    -Pessoas com história familiar de doenças de tireoide; 
    -Pessoas que apresentem outras doenças autoimunes como diabetes mellitus tipo I, lúpus e artrite reumatoide; 
    -Pessoas que estiveram em tratamento de radioterapia de cabeça e pescoço; 
    -Pessoas em uso de drogas que acometem a função da tireoide como lítio e amiodarona; 
    -Pessoas com depressão e/ou doença do pânico. 

    Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

    Saiba como vencer a hipertensão

    Prática regular de atividades físicas diminui e chega a dispensar uso de medicamentos convencionais para controle da pressão arterial

    Rio - A hipertensão pode parecer um problema inevitável e sem fim. Causada principalmente por fatores genéticos, faz com que muitos pacientes tomem um ou mais remédios diariamente até o fim da vida. Um fator, no entanto, pode mudar essa história: a atividade física. A prática regular de exercícios pode diminuir e até eliminar o uso de medicamentos.

    A doença, caracterizada por uma pressão arterial mais alta que o normal, é dividida em dois tipos. A primária, causada por fatores genéticos, corresponde a 90% dos casos. “A pessoa tem uma pré-disposição e se expõe a fatores ambientais. Se tem hábitos saudáveis, consegue evitar”, explica Claudia Forjaz, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.
    Já a secundária é consequência de outra doença, como problemas nos rins ou na tireoide, ou um remédio, como anticoncepcionais.

    Hipertensão: Clique aqui e conheça os sintomas da doença
    Foto:  Arte O Dia
    A hipertensão arterial é, geralmente, uma doença silenciosa. Por isso, é preciso aferir a pressão a cada seis meses para detectá-la. Em alguns casos, porém, existem sintomas como dores de cabeça e no peito, tonturas e visão embaçada.
    A patologia também pode causar problemas mais graves. “A hipertensão mal-tratada pode trazer riscos à saúde, como AVC, infarto, insuficiência renal e cegueira”, alerta Stephan Lachtermacher, médico do Instituto Nacional de Cardiologia.
    O tratamento do tipo secundário é mais simples: basta solucionar o problema que causou a doença.

    Já na hipertensão genética, a terapia depende da gravidade do problema.“Na maior parte dos casos, não há cura, há controle”, ressalta Claudia.
    Para quem está no estágio 1 (mais leve), é possível tratar o problema apenas com mudanças no estilo de vida (atividade física e alimentação), ou com um remédio. Nesse caso, os exercícios podem eliminar a necessidade da medicação.

    Nos estágios 2 e 3, o tratamento é feito com dois ou mais remédios. É raro as pessoas deixarem de tomar os medicamentos apenas com mudanças na atividade física. É possível, contudo, diminuir a quantidade de remédios e as doses de cada um.


    CINCO VEZES POR SEMANA

    Para quem quer evitar a hipertensão, a recomendação é de 30 minutos de atividade, cinco dias por semana. “Não precisa ser estruturado, nem ser 30 minutos seguidos. Pode caminhar com o cachorro, ir a pé para o trabalho. O que for mais fácil”, garante Claudia. Quem já sofre com o problema, no entanto, precisa fazer exercícios aeróbicos de quatro a cinco vezes por semana, com duração entre 50 e 90 minutos e intensidade moderada, sempre com acompanhamento médico.